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“Janeiro é mesmo o ‘mês do divórcio’? Dados revelam o que está por trás do pico pós-festas”

por | jan 16, 2026 | NOTÍCIAS, SLIDER | 0 Comentários

Divórcio em janeiro: “mês do divórcio” é mito? Entenda por que pedidos aumentam após as festas — e por que há picos também em março e agosto

Linha fina: Especialistas apontam que o salto no início do ano é, muitas vezes, uma retomada depois da queda de dezembro. Estudos e registros indicam um calendário sazonal mais amplo, influenciado por rotina familiar, férias e volta às aulas.

Campo Grande (MS) – Embora janeiro tenha ganhado o apelido popular de “Mês do Divórcio”, pesquisadores e profissionais do direito de família indicam que o fenômeno não se resume a uma explosão isolada no primeiro mês do ano. Na prática, o que costuma aparecer é um efeito de “retomada” após o recesso e a redução de movimentações durante as festas de fim de ano, quando muitos casais adiam decisões e trâmites.

O que os dados mostram sobre a sazonalidade

Um dos levantamentos mais citados sobre o tema, conduzido por pesquisadores com base em registros de processos, identificou um padrão bi-anual: os pedidos tendem a subir no início da primavera (março) e no fim do verão (agosto) — períodos que vêm logo após férias e feriados prolongados, quando a rotina volta com força e conflitos acumulados aparecem.

Essa leitura ajuda a explicar por que “janeiro” entra no imaginário: dezembro costuma ser mais lento por causa de viagens, compromissos familiares, custos de fim de ano e recesso forense — e, na virada, há um aumento de buscas, consultas e organização de documentação para dar entrada em procedimentos.

Por que janeiro “parece” maior do que é

Profissionais que acompanham o cotidiano de escritórios relatam que o começo do ano concentra:

  • procura por orientação (consultas e “primeiro passo” do processo);
  • decisões adiadas para não impactar festas e férias escolares;
  • replanejamento financeiro e sensação de “recomeço” típica do calendário.

Além disso, análises recentes citam elevação em buscas por “divórcio” nesse período, o que reforça a percepção pública — mas não significa, necessariamente, que todos os pedidos sejam protocolados “em um único dia” ou que janeiro seja o pico absoluto do ano.

E no Brasil?

No recorte nacional, o volume de divórcios é acompanhado por estatísticas oficiais e registros extrajudiciais (cartórios). Em 2024, por exemplo, o Brasil registrou 428.301 divórcios (1ª instância e escrituras extrajudiciais), segundo divulgação do IBGE.
Já dados do Colégio Notarial do Brasil (CNB/CF) também mostram a relevância do divórcio em cartório no país, com números anuais expressivos em séries recentes.

Importante: a sazonalidade pode variar por estado, calendário local, práticas forenses e comportamento de busca por serviços. Ainda assim, o padrão internacionalmente observado sugere que o tema é menos “mês do divórcio” e mais “calendário social do divórcio”.

O que considerar antes de tomar a decisão

Especialistas recomendam que, antes de formalizar a separação, o casal avalie:

  • orientação jurídica (regime de bens, guarda, pensão, partilha);
  • mediação e acordos (quando possível, para reduzir litígio);
  • suporte emocional (terapia individual ou de casal, especialmente quando há filhos).

Informações

Se você ou alguém próximo está passando por esse processo, busque orientação jurídica especializada e, quando necessário, rede de apoio emocional. Em caso de risco ou violência, procure os canais oficiais de proteção e denúncia.

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