Um caso revoltante voltou a expor a face mais cruel da violência sexual infantil no Brasil. Um homem de 38 anos foi preso em flagrante por estupro de vulnerável contra a própria filha, de apenas oito anos, durante a Expovel, tradicional evento realizado no Parque de Exposições de Cascavel (PR).
O crime foi presenciado por uma testemunha, que registrou o abuso em vídeo e enviou o material de forma anônima à Nucria — Delegacia do Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente Vítimas de Crimes.
Segundo a delegada Thaís Regina Zanata, as diligências começaram imediatamente após o recebimento das imagens. “Terceiros flagraram a cena, filmaram e denunciaram à delegacia. Com essas informações, a equipe identificou rapidamente a vítima e o autor”, afirmou em entrevista ao g1.
Durante a escuta especializada, conduzida por uma psicóloga, a criança confirmou o abuso e revelou que essa não foi a primeira vez que sofreu violência do pai — um dado que evidencia a repetição dos crimes e o fracasso das redes de proteção infantil.
O agressor foi preso na última sexta-feira (7), um dia após o crime, e segue detido. A Polícia Civil solicitou a prisão preventiva para garantir a segurança da vítima e evitar novos abusos.
O caso levanta questionamentos urgentes: como uma criança de oito anos pôde ser violentada em público, sem que o Estado — ou a sociedade — tenha conseguido protegê-la antes?
Enquanto o agressor está atrás das grades, milhares de outras vítimas permanecem invisíveis, silenciadas pelo medo, pela vergonha ou pela omissão.
A denúncia foi fundamental para que a criança fosse resgatada. Mas o episódio escancara o quanto o Brasil ainda está distante de garantir o que deveria ser básico: a infância livre de violência.









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