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Operação Chargeback desmantela esquema que fraudou bancos por três anos em MS

por | jan 20, 2026 | NOTÍCIAS, SLIDER | 0 Comentários

A organização criminosa alvo da Operação Chargeback, deflagrada nesta terça-feira (20), em Campo Grande, atuava de forma estruturada há pelo menos três anos e pode ter causado um prejuízo superior a R$ 4 milhões às instituições financeiras. A ação é coordenada pelo Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubo a Banco, Assaltos e Sequestros), com apoio de diversas delegacias especializadas da Polícia Civil.

Desde as primeiras horas da manhã, equipes cumprem mandados de prisão e de busca e apreensão contra os investigados, que são suspeitos de envolvimento em crimes como fraude eletrônica, lavagem de capitais, associação criminosa, posse ilegal de arma de fogo e ocultação de bens.

Durante coletiva de imprensa realizada na sede do Garras, o delegado Pedro Henrique Cunha detalhou o modus operandi utilizado pela quadrilha. Segundo ele, o grupo obtinha dados de cartões de crédito de terceiros, tanto de vítimas quanto de participantes do esquema, além de utilizar cartões em nome de laranjas.

Com essas informações, os criminosos realizavam transações em máquinas de cartão registradas em nome de um dos integrantes do grupo, simulando vendas. Em seguida, solicitavam o adiantamento dos valores às instituições financeiras. Quando chegava o momento do pagamento, a fraude era identificada, os criminosos desapareciam e os verdadeiros titulares dos cartões solicitavam o estorno das compras, alegando golpe.

“Era feito o estorno e a instituição financeira acabava arcando com o prejuízo”, explicou o delegado.

De acordo com o Garras, a quadrilha atuava nesse formato desde 2023, e, diferente das estimativas iniciais, o prejuízo aos bancos pode ultrapassar R$ 4 milhões. Além disso, a Justiça determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 2 milhões das contas bancárias dos investigados.

Perfil dos investigados

O delegado também apresentou o perfil dos alvos da operação. Os investigados têm idades entre 25 e 35 anos. Parte deles possui antecedentes criminais, enquanto outros não tinham registros anteriores.

“Alguns têm passagens por crimes graves como roubo, furto, tráfico e agiotagem. Observamos que criminosos antes envolvidos em delitos violentos migraram para crimes digitais, que apresentam penas menores e maior dificuldade investigativa”, destacou Pedro Henrique Cunha.

Prisões e apreensões

Ao todo, cinco pessoas foram presas, sendo quatro em caráter temporário e uma em flagrante, após ser encontrada com uma pistola Glock, arma de uso restrito, com numeração raspada. O flagrante ocorreu em uma residência onde o suspeito estava, embora o mandado fosse destinado ao antigo morador do imóvel.

Durante o cumprimento de 15 mandados de busca e apreensão, os policiais localizaram e apreenderam:

  • Uma pistola Glock
  • Um carregador prolongado
  • Cerca de 100 munições calibre 9 mm
  • Oito máquinas de cartão de crédito
  • Aproximadamente 40 cartões de crédito em nomes diversos
  • Um veículo importado
  • Celulares, computadores e outros materiais

A operação contou com o apoio da Denar, Defurv, Derf e DHPP, reforçando o trabalho integrado das forças de segurança.

O que é Chargeback

O termo “chargeback” refere-se à contestação de uma compra realizada com cartão de crédito ou débito pelo titular junto ao banco, resultando na reversão do pagamento, geralmente quando há indícios de fraude.

As investigações seguem em andamento para identificar outros possíveis envolvidos e ampliar o rastreamento dos valores desviados.

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