Você já se perguntou quem cuida dos terrenos, prédios e imóveis abandonados da União espalhados pelo Brasil? Pois em Mato Grosso do Sul, esse “guardião dos bens públicos” tem nome, CPF e até conta no Instagram: Tiago Botelho.
Advogado, professor de Direito na Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), ex-candidato ao Senado e à Prefeitura de Dourados, Botelho hoje ocupa o cargo de Superintendente do Patrimônio da União (SPU/MS) — função que, segundo ele, mistura gestão pública com sensibilidade social.
“O grande desafio é transformar estruturas ociosas em políticas públicas concretas. Já doamos áreas para habitação, cultura, segurança e turismo. Nosso papel é social, e não apenas burocrático”, afirma Botelho.
De volta ao cargo após eleições
Depois de disputar as eleições de 2024 para a Prefeitura de Dourados — onde ficou em 3º lugar com quase 18 mil votos — Tiago reassumiu em novembro o cargo de superintendente federal. A nomeação foi publicada no Diário Oficial da União e marcou seu retorno às atividades com uma meta: usar o patrimônio da União como ferramenta de inclusão e desenvolvimento.
Entre as iniciativas já realizadas em sua gestão estão:
- Doação de terrenos para a construção de 186 unidades habitacionais do Minha Casa Minha Vida em Ponta Porã;
- Cessão de áreas para a nova sede da Polícia Civil em Aquidauana;
- Implantação do Centro de Atendimento à Criança e ao Adolescente e do Fórum da Mulher em Campo Grande;
- Cessão da Gruta Nossa Senhora Aparecida, em Bonito, para impulsionar o turismo na região.
“Nosso objetivo é descentralizar. O interior tem necessidades urgentes e muitos imóveis que podem virar escolas, clínicas, centros comunitários. Com criatividade, dá pra fazer muito”, diz.
Samba, política e uma pitada de polêmica
Apesar do perfil técnico e institucional, Tiago Botelho não foge da conversa franca. Nas redes sociais — especialmente no Instagram, onde se apresenta como “ariano, flamenguista e amante do samba” — ele mistura bastidores da política, debates jurídicos e um pouco de lifestyle.
“Já me chamaram de político demais pra ser técnico e de técnico demais pra ser político. Sigo sendo os dois, com ética e propósito”, dispara.
Aos críticos que o acusam de usar o cargo para projeção política, ele rebate: “Não há incoerência em querer fazer gestão com vocação política. Meu compromisso é com resultado”.
Um superintendente com cara de cidadão
Tiago Botelho é um raro caso de gestor público que consegue unir técnica, política e comunicação em um mesmo pacote. Ao falar de patrimônio da União, ele evita o juridiquês e aposta em um discurso direto, quase sempre com doses de ironia e bom humor.
“A gestão pública precisa parar de parecer chata. A gente tá lidando com a vida real, com gente de verdade. Isso precisa ser leve, acessível, e principalmente: útil.”
Se depender dele, os imóveis públicos em Mato Grosso do Sul não serão mais apenas números no papel — mas parte de uma nova paisagem urbana, com mais dignidade, inclusão e pertencimento.
Confira todo esse bate-papo no nosso canal no Youtube









0 comentários