O avanço recente da Mpox no Brasil reacendeu o sinal vermelho da vigilância sanitária. Estados como São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia, Paraná e o Distrito Federal já registram aumento de notificações, enquanto autoridades investigam se a linhagem atual apresenta maior capacidade de transmissão.
Como a Mpox é transmitida
O principal fator de risco é o contato direto pele a pele com pessoa infectada, especialmente quando há lesões ativas. A transmissão ocorre por:
- Beijos, abraços e relações sexuais com pessoa contaminada;
- Contato com feridas, crostas ou secreções;
- Gotículas respiratórias em contato próximo e prolongado;
- Compartilhamento de toalhas, roupas, lençóis ou talheres contaminados.
O risco aumenta significativamente quando há exposição a lesões abertas.
Sintomas iniciais
A infecção costuma começar como uma gripe intensa, com febre alta e calafrios. O inchaço dos linfonodos no pescoço, axilas ou virilha é um diferencial importante. Em seguida, surgem lesões que evoluem de manchas para bolhas com líquido e depois formam crostas. As feridas podem aparecer no rosto, mãos, pés, região genital ou anal e são acompanhadas de dores musculares, nas costas e dor de cabeça.
Prevenção é decisiva para conter o avanço
A contenção depende de medidas claras:
- Isolamento imediato ao surgirem os sintomas;
- Permanecer isolado até que todas as crostas caiam e a pele esteja completamente cicatrizada;
- Não compartilhar objetos pessoais;
- Higienizar as mãos com frequência e usar álcool 70%;
- Utilizar máscara em caso de suspeita.
A vacinação no Brasil é direcionada a grupos de maior risco e contatos diretos de casos confirmados. Em caso de suspeita, a orientação é não se automedicar e procurar imediatamente uma unidade de saúde, mantendo lesões cobertas durante o deslocamento.









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