Data Atual

Data:

Ouça aqui a rádio DNA67

topo_posts

Rebanho, tecnologia e exportação: a combinação que colocou o Brasil à frente dos EUA na carne bovina

por | jan 14, 2026 | NOTÍCIAS, SLIDER | 0 Comentários

Brasil assume liderança global na carne bovina e ultrapassa EUA, aponta USDA
Produtividade, rebanho e apetite da China aceleram virada; EUA recuam com ajustes de oferta e clima

O Brasil ultrapassou os Estados Unidos e passou a liderar a produção mundial de carne bovina, segundo estimativas recentes do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) e análises do mercado internacional. A mudança ocorre após uma revisão altista para o Brasil e queda projetada para os americanos, redesenhando o mapa global da proteína animal.

O que mudou no ranking

As projeções do USDA indicam que o Brasil chegou a cerca de 12,35 milhões de toneladas em 2025, superando a estimativa para os EUA, em torno de 11,81 milhões de toneladas, consolidando a virada no topo do ranking global.

Por que o Brasil avançou

O avanço brasileiro é atribuído a um conjunto de fatores:

  • Ganho de produtividade com melhor genética, intensificação (confinamento/semiconfinamento), manejo reprodutivo e eficiência no ciclo de engorda, permitindo abate mais cedo sem necessariamente expandir área.
  • Demanda externa firme, com destaque para a China, que sustenta o fluxo exportador e melhora a atratividade do mercado.
  • Ajustes de oferta globais, abrindo espaço para o Brasil ampliar participação e estabilizar a oferta em um momento de restrição em outros grandes produtores.

Por que os EUA recuaram

Nos Estados Unidos, o movimento é o inverso:

  • Recomposição/ajuste do rebanho após ciclos de abate e menor disponibilidade, combinada com impactos climáticos e custos, reduzindo o volume final.

O que isso significa para o mercado

A troca de liderança tende a:

  • Reforçar o peso do Brasil na formação de preços e no abastecimento global, especialmente em anos de oferta apertada fora do país.
  • Ampliar a exigência internacional por rastreabilidade e padrões sanitários, já que o Brasil ganha ainda mais centralidade no comércio de proteína.

Recorte Mato Grosso do Sul

Para Mato Grosso do Sul, um dos polos pecuários do país, a liderança brasileira amplia o efeito “puxador” sobre cadeia local: cria mais previsibilidade de demanda para cria, recria e engorda, pressiona por ganho de eficiência e reforça oportunidades em plantas frigoríficas e logística. O estado segue entre os maiores rebanhos do Brasil e tem municípios em posição de destaque nacional, como Corumbá.

O que vem pela frente

Para 2026, as projeções do USDA e de analistas divergem entre leve acomodação e continuidade de crescimento, com o ponto central sendo produtividade: se os ganhos de eficiência se mantiverem, o Brasil pode sustentar a liderança mesmo com oscilações do ciclo pecuário.

final_texto_post

0 comentários

Enviar um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

/*** Collapse the mobile menu - WPress Doctor ****/