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Senadora Tereza Cristina expõe crise no agro e cobra reação urgente do governo

por | abr 9, 2026 | NOTÍCIAS, POLÍTICA, SLIDER | 1 Comentário

A senadora Tereza Cristina (PP-MS) alertou para uma “tempestade perfeita” que atinge o agronegócio brasileiro, durante reunião realizada nesta quarta-feira (8) no Senado Federal. O encontro foi convocado pelo presidente da Casa, Davi Alcolumbre, e contou com a presença de autoridades do Governo Federal, incluindo o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan.

Segundo a parlamentar sul-mato-grossense, o setor enfrenta uma combinação crítica de fatores internos e externos. Entre os principais desafios estão os juros elevados, a queda no preço das commodities, o aumento no custo dos fertilizantes impulsionado pela guerra no Oriente Médio e entraves comerciais com a China na importação de defensivos agrícolas.

“Hoje nós temos um problema grave com os agricultores brasileiros”, afirmou Tereza Cristina, destacando que os impactos não se limitam ao Rio Grande do Sul, mas atingem produtores em diversas regiões do país.

A senadora também reforçou a preocupação com o cenário internacional, marcado pela escalada de tensões envolvendo Estados Unidos, Irã e Israel, o que pode prolongar os efeitos negativos sobre o agro brasileiro.

Encaminhamentos no Senado

Como resposta à crise, Tereza Cristina defendeu a criação de um grupo de estudos no Senado e a aceleração da tramitação do Projeto de Lei nº 5.122/2023. A proposta prevê, entre outros pontos, a utilização de recursos do Fundo Social do Pré-Sal para apoiar produtores rurais afetados por eventos climáticos.

O projeto será relatado pelo senador Renan Calheiros na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE). A expectativa é que o texto seja ajustado para atender diferentes regiões e segmentos do agronegócio nacional.

“A conversa foi boa, foi aberta, e agora nós vamos trabalhar em conjunto”, declarou a senadora.

Crítica ao modelo atual

Tereza Cristina também criticou a condução fragmentada das políticas voltadas ao agro. Para ela, o setor não pode continuar sendo tratado como “colcha de retalhos”, com soluções pontuais e desconectadas.

Apesar de resultados positivos em 2024, a senadora alertou para o risco de queda na produção já no próximo ano, caso os impactos atuais persistam.

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1 Comentário

  1. Vianna

    O Agro chora de bolso cheio. Setor que mais tem lucros e menos gastos com mão de obra. A indústria sofre, resiste e não tem metade das regalias do Agro.

    Responder

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