Uma nova startup quer mudar a forma como atletas e pessoas monitoram o próprio desempenho físico: olhando diretamente para o cérebro.
A empresa Temple, criada pelo empreendedor indiano Deepinder Goyal, fundador da Zomato, levantou cerca de US$ 54 milhões em investimentos para desenvolver um wearable capaz de medir o fluxo sanguíneo no cérebro em tempo real.
A proposta é criar um pequeno dispositivo que fica posicionado na lateral da cabeça, próximo à têmpora, monitorando continuamente como o sangue circula no cérebro durante atividades físicas ou cognitivas.
O que o dispositivo promete medir
Hoje, dispositivos vestíveis populares — como pulseiras, relógios e anéis inteligentes — já monitoram indicadores como:
- frequência cardíaca
- qualidade do sono
- nível de recuperação física
- variabilidade da frequência cardíaca
No entanto, nenhum deles mede diretamente o funcionamento cerebral.
A startup Temple quer avançar um passo além, transformando dados do cérebro em métricas de performance.
Segundo a empresa, o fluxo sanguíneo cerebral pode indicar sinais importantes como:
- fadiga mental
- estresse cognitivo
- nível de concentração
- capacidade de recuperação
Na prática, a ideia é entender quando o cérebro está cansado antes mesmo do corpo apresentar sinais claros de desgaste.
A corrida dos wearables
O mercado de tecnologia vestível voltada para saúde e performance já é dominado por empresas consolidadas, como:
- Whoop
- Oura Health
- Garmin
Essas companhias coletam grandes volumes de dados sobre o corpo humano, mas a Temple aposta que o cérebro pode revelar indicadores ainda mais precisos sobre desempenho físico e recuperação.
Desafios científicos
Apesar do interesse do mercado, especialistas apontam que a tecnologia ainda precisa passar por validação científica e estudos clínicos independentes.
O desafio da startup será provar que medir o fluxo sanguíneo no cérebro realmente ajuda atletas e usuários comuns a tomar melhores decisões sobre treino, descanso e saúde.
Caso a proposta se confirme, o dispositivo pode inaugurar uma nova categoria de tecnologia: os chamados neuro-wearables, dispositivos voltados para monitorar o cérebro no dia a dia.









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