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Startup quer medir o cérebro durante o treino e levanta US$ 54 milhões

por | mar 8, 2026 | NOTÍCIAS, SLIDER | 0 Comentários

Uma nova startup quer mudar a forma como atletas e pessoas monitoram o próprio desempenho físico: olhando diretamente para o cérebro.

A empresa Temple, criada pelo empreendedor indiano Deepinder Goyal, fundador da Zomato, levantou cerca de US$ 54 milhões em investimentos para desenvolver um wearable capaz de medir o fluxo sanguíneo no cérebro em tempo real.

A proposta é criar um pequeno dispositivo que fica posicionado na lateral da cabeça, próximo à têmpora, monitorando continuamente como o sangue circula no cérebro durante atividades físicas ou cognitivas.

O que o dispositivo promete medir

Hoje, dispositivos vestíveis populares — como pulseiras, relógios e anéis inteligentes — já monitoram indicadores como:

  • frequência cardíaca
  • qualidade do sono
  • nível de recuperação física
  • variabilidade da frequência cardíaca

No entanto, nenhum deles mede diretamente o funcionamento cerebral.

A startup Temple quer avançar um passo além, transformando dados do cérebro em métricas de performance.

Segundo a empresa, o fluxo sanguíneo cerebral pode indicar sinais importantes como:

  • fadiga mental
  • estresse cognitivo
  • nível de concentração
  • capacidade de recuperação

Na prática, a ideia é entender quando o cérebro está cansado antes mesmo do corpo apresentar sinais claros de desgaste.

A corrida dos wearables

O mercado de tecnologia vestível voltada para saúde e performance já é dominado por empresas consolidadas, como:

  • Whoop
  • Oura Health
  • Garmin

Essas companhias coletam grandes volumes de dados sobre o corpo humano, mas a Temple aposta que o cérebro pode revelar indicadores ainda mais precisos sobre desempenho físico e recuperação.

Desafios científicos

Apesar do interesse do mercado, especialistas apontam que a tecnologia ainda precisa passar por validação científica e estudos clínicos independentes.

O desafio da startup será provar que medir o fluxo sanguíneo no cérebro realmente ajuda atletas e usuários comuns a tomar melhores decisões sobre treino, descanso e saúde.

Caso a proposta se confirme, o dispositivo pode inaugurar uma nova categoria de tecnologia: os chamados neuro-wearables, dispositivos voltados para monitorar o cérebro no dia a dia.

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