Do boteco ao prato fitness
O torresmo — aquele petisco crocante que há décadas reina nos botecos brasileiros — atravessou fronteiras e chegou até o universo das dietas “saudáveis”. Em versões mais modernas, ele é vendido como fonte de proteína e colágeno, dois nutrientes que ajudam na regeneração muscular e na firmeza da pele.
Em alguns cardápios de dietas low carb e até “keto”, o torresmo aparece como substituto dos snacks industrializados e ricos em carboidratos. Segundo o portal QPasa, cada 100 g de chicharrón (como é chamado em países latino-americanos) podem oferecer cerca de 20 g de proteína — e quase nada de carboidrato.
Mas nem tudo é proteína e colágeno
Apesar da fama “fit”, especialistas lembram que o torresmo continua sendo um alimento altamente calórico, com grande quantidade de gordura saturada e sódio. Consumido em excesso, ele pode aumentar o colesterol e elevar o risco de problemas cardiovasculares.
Nutricionistas alertam: o colágeno presente no torresmo não substitui o obtido por suplementos ou fontes proteicas mais completas, como ovos, carnes magras e leguminosas.
Moderação é a palavra-chave
O segredo está em como e quanto se consome. Optar por versões assadas, sem excesso de sal e em pequenas porções pode reduzir os riscos e permitir que o alimento seja apreciado com mais equilíbrio.
“Não é vilão, mas também não é herói. Pode ser incluído pontualmente, desde que a dieta seja variada e rica em vegetais e fibras”, explica a nutricionista funcional Maria Antunes.
Em resumo
O torresmo pode, sim, ter seu espaço em uma alimentação equilibrada — especialmente se for caseiro e preparado com cuidado. Mas o mito de “superalimento” precisa ser digerido com calma: sabor e tradição continuam sendo seus maiores atrativos, não o rótulo de “fit”.









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