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Tratamento contra obesidade com Wegovy começa a ser testado no SUS em projeto inédito

por | mar 13, 2026 | NOTÍCIAS, SAÚDE, SLIDER | 0 Comentários

Um projeto inédito pode abrir caminho para o uso de medicamentos contra obesidade no Sistema Único de Saúde (SUS). A farmacêutica dinamarquesa Novo Nordisk anunciou uma parceria com instituições públicas brasileiras para testar o uso do Wegovy, remédio à base de semaglutida conhecido como “caneta emagrecedora”.

A iniciativa faz parte de um programa global de Acesso Equitativo lançado pela empresa em conjunto com o governo da Dinamarca no Dia Mundial da Obesidade. O objetivo é gerar dados clínicos, econômicos e sociais que ajudem a orientar futuras políticas públicas de saúde.

No Brasil, três instituições públicas devem participar do projeto. Duas já foram confirmadas: o Grupo Hospitalar Conceição (GHC), em Porto Alegre, e o Instituto Estadual de Diabetes e Endocrinologia Luiz Capriglione (IEDE), no Rio de Janeiro. Um terceiro centro municipal ainda será definido.

Hoje, o SUS não oferece medicamentos específicos para o tratamento da obesidade. A inclusão de remédios da classe dos análogos de GLP-1, como o Wegovy, tem sido defendida por entidades médicas devido aos resultados clínicos apresentados nos últimos anos.

O debate ocorre em meio ao crescimento da obesidade no país. Dados do Ministério da Saúde apontam que a prevalência da doença aumentou 118% entre 2006 e 2024, atingindo cerca de 25,7% da população adulta brasileira. Quando considerado o sobrepeso, mais de 62% dos brasileiros estão acima do peso ideal.

Apesar da eficácia comprovada, o alto custo do medicamento tem sido um obstáculo para sua incorporação no SUS. Avaliações anteriores da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) negaram a inclusão da semaglutida na rede pública.

Com o novo projeto, a proposta é gerar dados reais sobre o impacto do tratamento dentro do sistema público. O protocolo não inclui apenas o uso do medicamento, mas também acompanhamento psicológico, nutricional e incentivo à prática de atividade física.

A previsão é que o programa tenha duração mínima de dois anos e priorize pacientes com alto risco, especialmente aqueles com histórico de doenças cardiovasculares.

Caso os resultados sejam positivos, o estudo poderá ajudar a embasar futuras decisões sobre a inclusão de tratamentos farmacológicos para obesidade no SUS.


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