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A moda que não vai para o lixo: segunda mão cresce e redefine o setor fashion

por | fev 5, 2026 | NOTÍCIAS, SLIDER | 0 Comentários

Brechós impulsionam mercado reciclado e transformam a moda em negócio sustentável e lucrativo

Durante décadas, o termo “brechó” esteve associado à economia alternativa e ao consumo por necessidade. Hoje, esse cenário mudou radicalmente. O mercado de roupas de segunda mão se consolidou como um dos principais símbolos da transformação cultural, ambiental e econômica da moda contemporânea, movimentando bilhões de dólares, atraindo investidores e ganhando espaço inclusive em empresas listadas em bolsa.

A chamada “revolução da moda circular” nasce da convergência entre urgência ambiental e mudança de comportamento do consumidor. O setor têxtil é atualmente o segundo mais poluente do mundo, atrás apenas da indústria do petróleo, sendo responsável pela geração de aproximadamente 92 milhões de toneladas de resíduos têxteis por ano. Diante desse impacto, o reaproveitamento de roupas deixou de ser apenas uma alternativa sustentável e passou a ser uma necessidade global.

Nesse contexto, os brechós e o mercado reciclado assumem papel estratégico ao reduzir desperdícios, ampliar o ciclo de vida das peças e estimular uma nova lógica de consumo. A roupa usada passa a representar não apenas economia, mas consciência ambiental, autenticidade e posicionamento social.

Dados recentes reforçam essa mudança. Relatórios da Boston Consulting Group (BCG) em parceria com a plataforma Vestiaire Collective apontam que 32% do guarda-roupa da Geração Z é composto por peças de segunda mão, percentual que chega a 40% no Brasil. Jovens entre 15 e 28 anos buscam cada vez menos o luxo tradicional e mais experiências, identidade própria e responsabilidade ambiental.

Ao contrário das gerações anteriores, a Geração Z estabelece uma relação menos materialista com a moda. O status cede espaço à liberdade de escolha, à reutilização criativa e ao consumo alinhado a valores éticos. Nesse movimento, os brechós se reinventam: deixam de ser espaços marginalizados e passam a ocupar vitrines digitais, marketplaces, redes sociais e até o mercado financeiro.

O crescimento do setor comprova que sustentabilidade e lucro não são conceitos opostos. A moda circular se consolida como um modelo de negócio viável, inovador e alinhado aos desafios do presente, transformando hábitos de consumo e redesenhando o futuro da indústria fashion.


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