O Ministério Público Eleitoral (MPE) afirmou que não há provas suficientes para a cassação da prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP), e da vice-prefeita Camilla Nascimento, ao apresentar parecer em recurso encaminhado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta semana.
A ação eleitoral foi proposta pelo Partido Democrático Trabalhista (PDT) e pelo Democracia Cristã (DC), que pedem a cassação da chapa sob alegação de compra de votos e abuso de poder econômico. Entretanto, o Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS) já havia negado o pedido em primeira instância, por entender que o conjunto probatório era insuficiente.
Parecer do MPE
No parecer, o vice-procurador-geral eleitoral Alexandre Espinosa Bravo Barbosa destacou que não ficou comprovado que Adriane Lopes ou Camilla Nascimento tivessem conhecimento prévio ou participação em eventual prática ilícita durante a campanha.
Segundo o MPE, ao rejeitar a tese de compra de votos, o TRE-MS não deixou de analisar provas, mas concluiu que elas não eram robustas o suficiente para sustentar uma condenação. O órgão também ressaltou que o abuso de poder econômico exigiria a demonstração do valor gasto e do número de eleitores supostamente impactados, informações que não constam nos autos.
Diante disso, o Ministério Público Eleitoral se manifestou pelo não provimento do recurso, mantendo a decisão que afastou a cassação da chapa eleita.









0 comentários