Primeira unidade do país, a Casa da Mulher Brasileira de Campo Grande completa 11 anos de funcionamento em 2026 reafirmando seu papel como referência nacional no atendimento humanizado e integrado às mulheres em situação de violência. O marco ocorre em um contexto significativo: enquanto o Brasil registra aumento nos casos de feminicídio, a capital sul-mato-grossense apresentou redução aproximada de 50% desse tipo de crime em 2025, na comparação com a série histórica.
Somente ao longo de 2025, cerca de 16 mil mulheres buscaram atendimento na Casa, que funciona 24 horas por dia, oferecendo em um único espaço serviços essenciais como Delegacia Especializada, Judiciário, Ministério Público, Defensoria Pública, Patrulha Maria da Penha, atendimento psicossocial e encaminhamento para autonomia financeira. O modelo integrado evita a peregrinação das vítimas por diferentes órgãos e garante respostas rápidas em situações de risco.
De acordo com a coordenadora municipal da Casa da Mulher Brasileira, Iacita Azamor Pionti, o acolhimento aliado à proteção efetiva é o principal diferencial da política pública.
“Em média, atendemos 1.300 mulheres por mês, muitas delas acompanhadas de seus filhos. Aqui, elas encontram escuta, cuidado e fortalecimento para romper o ciclo da violência”, afirma.
Além do atendimento jurídico e psicossocial, a Casa oferece abrigo temporário, alimentação, acompanhamento psicológico e brinquedoteca, assegurando proteção integral às mulheres e às crianças.
Representando a prefeita Adriane Lopes, a vice-prefeita e secretária municipal de Assistência Social, Camila Nascimento, destacou que os impactos da violência extrapolam os números.
“Cada atendimento alcança não apenas uma mulher, mas toda a sua família. O compromisso da Casa é garantir acolhimento, dignidade e proteção”, pontuou.
Camila também ressaltou que os 11 anos de atuação refletem o fortalecimento de uma rede sensível e comprometida.
“Aqui, a mulher encontra uma equipe preparada para transformar dor e medo em proteção e cuidado. Essa é uma prioridade da gestão municipal”, reforçou.
Investimento em inovação
Outro fator decisivo para a redução dos casos foi o investimento em tecnologia. Em 2025, Campo Grande passou a contar com o aplicativo Proteja Mais Mulher, considerado um dos mais modernos do país. A ferramenta permite que mulheres em situação de risco acionem ajuda de forma discreta, com georreferenciamento em tempo real e gravação de áudio, garantindo resposta média inferior a cinco minutos.
Segundo a secretária-executiva da Secretaria da Mulher, Angélica Fontanari, a tecnologia tem sido fundamental para salvar vidas e ampliar a sensação de segurança.
Acolhimento e estrutura
Atualmente, a Casa da Mulher Brasileira passa por reforma estrutural, com adequações voltadas ao conforto, segurança e eficiência dos atendimentos. A iniciativa reafirma o compromisso da Prefeitura de Campo Grande com políticas públicas voltadas à proteção das mulheres.
Entre fevereiro de 2015 e dezembro de 2025, foram registrados 154.552 atendimentos na recepção e 1.909.344 atendimentos e encaminhamentos realizados pelos setores integrados, totalizando 2.063.896 registros. Os números representam ações e acompanhamentos ao longo dos anos, evidenciando a continuidade do cuidado prestado.
Informações:
Mulheres que precisarem de ajuda podem acionar:
📞 180 – Central de Atendimento à Mulher
📞 153 – Guarda Civil Metropolitana (Patrulha Maria da Penha)
📞 190 – Polícia Militar
Os canais funcionam 24 horas e garantem atendimento imediato.









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