Uma técnica inovadora chamada crioablação está despontando como uma possível virada de chave no tratamento do câncer de mama em estágio inicial. O método utiliza nitrogênio líquido para congelar e destruir o tumor com alta precisão, preservando o tecido saudável ao redor.
Estudo recente conduzido pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) apontou 100% de eficácia em pacientes com tumores de até 2 centímetros, resultado que reacende o debate sobre tratamentos menos agressivos e mais acessíveis.
O grande diferencial da crioablação está no caráter minimamente invasivo: o procedimento é realizado com anestesia local, guiado por imagem, não exige internação hospitalar e permite recuperação rápida. Em muitos casos, a intervenção é comparável, em complexidade, a uma biópsia.
Embora a técnica já seja realidade em países como Estados Unidos, Japão e Itália, no Brasil ela ainda está restrita a estudos clínicos. Segundo especialistas e entidades como a Sociedade Brasileira de Mastologia, as pesquisas nacionais devem seguir até 2027, com foco em confirmar a eficácia a longo prazo e definir critérios seguros de indicação.
Por enquanto, a crioablação não está disponível no SUS nem conta com cobertura dos planos de saúde. A expectativa é que, com a consolidação dos dados, a tecnologia possa se tornar um padrão terapêutico para casos selecionados, reduzindo traumas físicos e emocionais no enfrentamento do câncer de mama.









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