A influenciadora digital Daniele Santana Gomes, conhecida como “Coach Irônica”, voltou a responder em liberdade aos processos que enfrenta na Justiça sul-mato-grossense. A soltura foi determinada na tarde desta terça-feira (10), data em que ela completou 32 anos, após permanecer 11 dias presa em Campo Grande.
A prisão ocorreu no dia 30 de janeiro, motivada pelo descumprimento de medidas protetivas concedidas em favor da sogra e da cunhada. Segundo o Ministério Público, mesmo ciente das restrições impostas pela Justiça, Daniele teria continuado a fazer referências indiretas às vítimas por meio de publicações em redes sociais, utilizando linguagem irônica e conteúdo sugestivo.
O pedido de prisão preventiva foi formalizado ainda no dia 22 de janeiro pelo promotor de Justiça Izonildo Gonçalves de Assunção Júnior, do Ministério Público de Mato Grosso do Sul. No documento, o MP apontou reincidência no descumprimento das medidas e risco à integridade psicológica das vítimas, com base na Lei Maria da Penha.
Após tentativas frustradas de obter habeas corpus, a defesa obteve decisão favorável na 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça. O desembargador responsável concedeu a liberdade, mas manteve restrições já impostas anteriormente.
Entre as condições estabelecidas, Daniele segue proibida de se aproximar ou manter qualquer tipo de contato com as vítimas, deve comparecer bimestralmente ao Judiciário e está impedida de sair da comarca sem autorização prévia.
Histórico de denúncias e outras investigações
A influenciadora é alvo de diversos procedimentos judiciais. Em pelo menos dois deles, a Justiça reconheceu indícios de perseguição e violência psicológica, praticadas de forma reiterada, principalmente por meio das redes sociais.
Além disso, Daniele também é investigada por suposta difamação e calúnia contra um delegado da Polícia Civil. O inquérito foi instaurado após vídeos publicados nas redes sociais atribuírem falsamente condutas criminosas à autoridade policial, relacionadas ao atendimento de uma mulher em uma delegacia da Capital.
O caso segue em tramitação, e novas medidas judiciais não estão descartadas.









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