O governo federal começou a enviar alertas oficiais para trabalhadores que recebem até R$ 5 mil por mês sobre a atualização da tabela do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF). A comunicação é feita pela caixa postal individual da plataforma Gov.br e também pelo WhatsApp cadastrado pelo usuário.
A mensagem personalizada orienta o cidadão a consultar o contracheque de fevereiro, já que as mudanças nas faixas de isenção e desconto impactam diretamente no salário líquido. O trabalhador deve verificar no demonstrativo mensal se o valor descontado como IRRF (Imposto de Renda Retido na Fonte) diminuiu.
Desde 1º de janeiro, está zerada a incidência de imposto para quem recebe até R$ 5 mil mensais. Para rendimentos entre R$ 5.000,01 e R$ 7.350, houve redução gradual da cobrança. Já salários acima de R$ 7.350 seguem a tabela progressiva atual, com alíquotas de até 27,5%.
A nova legislação (Lei nº 15.270/2025) também estabelece regras para altas rendas. Contribuintes que recebem mais de R$ 600 mil por ano passam a ter alíquota progressiva de até 10%. Para rendimentos superiores a R$ 1,2 milhão anuais, a alíquota mínima efetiva será de 10%.
As alterações passam a valer a partir do pagamento de fevereiro de 2026 e também incidem sobre o cálculo do imposto retido exclusivamente na fonte no 13º salário. A retenção deve ser feita por todas as empresas, inclusive as optantes pelo Simples Nacional.
A comunicação oficial é gratuita e não exige cadastro adicional. Apenas usuários nível prata e ouro do Gov.br podem acessar a caixa postal digital pelo aplicativo ou site. O governo alerta que não envia links externos, não solicita dados pessoais e não cobra qualquer valor pelo WhatsApp.
Em caso de dúvida, a orientação é procurar o setor de recursos humanos da empresa ou consultar a própria plataforma Gov.br para confirmar a autenticidade da mensagem.









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