Uma estudante de apenas 16 anos, do Ceará, está colocando o Brasil em evidência no cenário científico internacional. Yanna Queiroz foi selecionada para apresentar, nos Estados Unidos, um projeto de inteligência artificial voltado ao mapeamento de casos de feminicídio — uma iniciativa que une tecnologia, ciência de dados e impacto social.
O trabalho desenvolvido pela jovem utiliza técnicas de aprendizado de máquina para analisar dados reais de ocorrências de feminicídio no Ceará entre os anos de 2022 e 2025. A proposta vai além da simples análise estatística: o sistema cruza informações demográficas, geográficas e sociais para identificar padrões e áreas de maior risco.
Com o apoio de análise cartográfica, o projeto permite visualizar regiões com maior incidência de violência contra a mulher, o que pode contribuir diretamente para a formulação de políticas públicas mais eficazes. Segundo os resultados apresentados, o modelo alcançou um alto nível de precisão na identificação desses padrões.
A pesquisa foi reconhecida em feiras científicas e garantiu à estudante a oportunidade de representar o Brasil em um dos principais eventos internacionais voltados à ciência jovem. A participação reforça o potencial da educação pública e evidencia o avanço do país na formação de talentos em tecnologia.
Especialistas destacam que iniciativas como a de Yanna mostram como a inteligência artificial pode ser aplicada para enfrentar problemas sociais complexos, oferecendo ferramentas de prevenção e tomada de decisão baseada em dados.
O caso também chama atenção para o protagonismo de jovens brasileiros na área tecnológica, especialmente fora dos grandes centros urbanos, demonstrando que inovação e impacto social podem caminhar juntos desde cedo.









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