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Herpes genital avança no mundo e já afeta 1 em cada 5 pessoas, alerta OMS

por | maio 15, 2026 | NOTÍCIAS, SAÚDE, SLIDER | 0 Comentários

A Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou novas estimativas que acenderam um alerta global sobre o avanço do herpes genital. Segundo os dados mais recentes, cerca de 846 milhões de pessoas entre 15 e 49 anos convivem atualmente com a infecção no mundo — o equivalente a uma em cada cinco pessoas dessa faixa etária.

O levantamento também aponta que aproximadamente 42 milhões de novas infecções são registradas todos os anos, o que representa, na prática, uma nova pessoa infectada a cada segundo.

A doença, considerada uma Infecção Sexualmente Transmissível (IST), é causada pelo vírus herpes simplex (HSV), o mesmo responsável pelo herpes labial. Especialistas chamam atenção para o aumento expressivo dos casos ligados ao HSV-1, tipo tradicionalmente associado às lesões na boca, mas que agora aparece cada vez mais relacionado às infecções genitais.

O que é o herpes genital?

O herpes genital é provocado por dois tipos de vírus: o HSV-1 e o HSV-2. Ambos podem causar infecção genital e oral.

O HSV-1 é mais conhecido por provocar herpes labial e costuma ser transmitido por contato oral, como beijo ou compartilhamento de objetos contaminados. Porém, também pode ser transmitido sexualmente, inclusive durante o sexo oral.

Já o HSV-2 é o principal responsável pelos casos clássicos de herpes genital e é transmitido predominantemente por relações sexuais.

De acordo com a OMS, cerca de 3,8 bilhões de pessoas com menos de 50 anos possuem HSV-1 no mundo. Já o HSV-2 atinge aproximadamente 520 milhões de pessoas entre 15 e 49 anos.

Casos aumentam e mudança preocupa especialistas

Os novos dados mostram uma mudança importante no comportamento da doença. Embora o HSV-2 continue sendo o tipo mais associado ao herpes genital, os casos provocados pelo HSV-1 praticamente dobraram nos últimos anos.

Em 2016, a estimativa global era de 192 milhões de infecções genitais causadas por HSV-1. Em 2020, esse número saltou para 376 milhões.

Pesquisas internacionais apontam que práticas sexuais sem proteção, especialmente o sexo oral desprotegido, ajudam a explicar essa mudança de tendência.

Sintomas podem variar — e muitos nem sabem que estão infectados

O primeiro episódio de herpes genital costuma ser o mais intenso. Entre os sintomas estão:

  • Bolhas e feridas na região genital;
  • Dor intensa;
  • Ardência;
  • Descamação da pele;
  • Febre e mal-estar em alguns casos.

As lesões podem durar de sete a dez dias, podendo levar ainda mais tempo para cicatrizar em casos graves.

No entanto, muitas pessoas não apresentam sintomas aparentes ou possuem manifestações leves, o que dificulta o diagnóstico e aumenta o risco de transmissão sem saber.

Outro ponto importante é que o herpes é uma infecção vitalícia. Após o primeiro contato com o vírus, ele permanece no organismo para sempre, podendo ficar “adormecido” e reaparecer em momentos de baixa imunidade, estresse extremo, cansaço ou desgaste físico e emocional.

Herpes pode ser transmitido mesmo sem sintomas

Especialistas alertam que o vírus pode ser transmitido mesmo quando não existem lesões visíveis.

Isso significa que uma pessoa aparentemente saudável pode transmitir o herpes ao parceiro sem saber.

Além disso, o herpes oral pode ser transmitido para a região genital durante o sexo oral, e o herpes genital também pode infectar a boca.

Durante a gravidez, a atenção deve ser ainda maior. Caso a gestante tenha infecção ativa próxima ao parto, existe risco grave de transmissão ao bebê, situação que pode causar complicações severas em recém-nascidos.

Não existe cura, mas há controle

Apesar de não existir cura definitiva, medicamentos antivirais ajudam a controlar o vírus, reduzir sintomas, diminuir recorrências e minimizar o risco de transmissão.

O tratamento pode melhorar significativamente a qualidade de vida dos pacientes.

Entre as principais recomendações médicas para prevenção estão:

  • Uso de preservativos em todas as relações sexuais;
  • Proteção também no sexo oral;
  • Evitar relações durante crises com feridas ativas;
  • Atenção à saúde imunológica;
  • Sono adequado e redução do estresse.

Especialistas reforçam que métodos contraceptivos como a pílula anticoncepcional não protegem contra ISTs.

Estigma ainda é desafio

Além das questões médicas, o herpes genital também carrega forte impacto emocional e social. O medo do julgamento e o estigma ainda fazem muitas pessoas evitarem buscar diagnóstico ou tratamento.

A OMS destaca que educação sexual, informação e conscientização continuam sendo as ferramentas mais importantes para reduzir a transmissão da doença e combater preconceitos relacionados às ISTs.

Profissionais da saúde orientam que qualquer suspeita deve ser avaliada por um médico para diagnóstico correto e acompanhamento adequado.


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