Donna Briggs vira alvo de debate global após mudança radical de aparência e acusações de “blackfishing”
A influenciadora digital Donna Briggs se transformou em um dos assuntos mais comentados das redes sociais em 2025 após internautas resgatarem imagens antigas em que ela aparecia com pele extremamente bronzeada, cabelos escuros e traços associados à estética negra. Hoje, porém, Donna surge em vídeos no TikTok com visual completamente diferente: pele clara, cabelos loiros platinados e feições suavizadas.
A mudança gerou uma avalanche de comentários, comparações e acusações nas redes sociais. Enquanto alguns usuários afirmam que Donna estaria praticando “blackfishing” — termo usado para descrever pessoas brancas que adotam elementos estéticos ligados à população negra para ganhar engajamento, influência ou aceitação cultural — outros defendem que ela apenas mudou o estilo de vida e a aparência.
A discussão ganhou força depois que vídeos comparando o “antes e depois” da influenciadora começaram a viralizar no TikTok, acumulando milhões de visualizações e milhares de comentários. Em muitos deles, internautas afirmam que Donna teria passado anos sendo percebida como uma mulher negra ou mestiça nas redes sociais.
Diante da repercussão, Donna respondeu publicamente às críticas. Segundo ela, nunca foi negra. A influenciadora afirmou que a aparência anterior era resultado de spray tan, exposição frequente ao sol e escolhas estéticas pessoais. Ela também declarou que a atual mudança visual ocorreu após passar a evitar o sol, seguir uma dieta vegana e adotar novos hábitos de vida.
Mas a explicação não encerrou a polêmica. Pelo contrário. O caso reacendeu debates profundos sobre identidade racial, apropriação estética, influência digital e os limites da construção de imagem nas redes sociais.
Comparações com Rachel Dolezal dominaram a internet
O nome de Donna Briggs rapidamente passou a ser associado ao de Rachel Dolezal, mulher branca norte-americana que ganhou notoriedade mundial após se apresentar durante anos como negra, chegando inclusive a atuar em movimentos sociais ligados à comunidade afro-americana.
A comparação elevou ainda mais o tom do debate online. Enquanto parte dos usuários acusa Donna de ter utilizado uma aparência racializada como ferramenta de engajamento, outros questionam até que ponto aparência física pode ser utilizada como definição absoluta de raça ou identidade.
Especialistas em cultura digital já discutem há alguns anos o crescimento do chamado “blackfishing” nas redes sociais. O fenômeno teria sido impulsionado principalmente pela cultura dos filtros, procedimentos estéticos, bronzeamentos artificiais e padrões de beleza influenciados por tendências virais da internet.
Além disso, o caso também levanta outra reflexão importante: até que ponto a construção de personagens digitais nas redes sociais altera a percepção pública sobre identidade, autenticidade e pertencimento cultural?
Internet vive era da identidade performática
O episódio envolvendo Donna Briggs expõe uma característica cada vez mais presente nas redes sociais: a criação de versões idealizadas da própria imagem.
Em uma internet baseada em alcance, curtidas e viralização, estética virou moeda de influência. E, muitas vezes, mudanças radicais de aparência deixam de ser apenas escolhas pessoais para se transformarem em estratégias de posicionamento digital.
A discussão, no entanto, vai além da aparência física. Para muitos usuários, o centro do debate está na percepção pública construída ao longo do tempo. Se milhões de pessoas acreditavam que Donna era negra, isso aconteceu apenas por interpretação do público ou existiu uma construção visual intencional?
A resposta segue dividindo opiniões.
Enquanto alguns enxergam exagero e cancelamento coletivo, outros afirmam que o caso revela como características étnicas e culturais ainda podem ser utilizadas como tendência estética temporária dentro da lógica das redes sociais.
Até o momento, Donna Briggs continua publicando normalmente em suas plataformas digitais, enquanto o debate segue crescendo entre críticos, influenciadores e especialistas em comportamento online.









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