Uma experiência de medo nas ruas foi o ponto de partida para uma invenão que vem chamando atenção na Europa. A jovem empreendedora portuguesa Julieta Rueff desenvolveu um dispositivo de defesa pessoal chamado “granada pacífica”, pensado para aumentar a segurança de pessoas que caminham sozinhas, especialmente à noite.
O equipamento faz parte da startup FlamAid e funciona de forma simples: ao puxar o pino do dispositivo, ele ativa imediatamente um alarme de aproximadamente 110 decibéis — volume comparável ao de uma sirene ou show musical — para chamar atenção e intimidar possíveis agressores. Além disso, o aparelho envia a localização GPS do usuário para contatos de emergência e serviços locais de socorro por meio de um aplicativo conectado ao celular.
Segundo Julieta, a ideia surgiu após viver momentos de insegurança ao andar sozinha. O objetivo do produto não é machucar ninguém, mas criar uma alternativa de defesa não violenta capaz de gerar reação rápida em situações de perigo.
A proposta ganhou repercussão internacional justamente por unir tecnologia, geolocalização e segurança preventiva. Em apresentações da empresa, a fundadora reforça que o principal propósito é simples: “chegar em casa em segurança”.
O dispositivo recebeu destaque em eventos de inovação como o Web Summit e também foi citado pela revista Forbes, que classificou o produto como uma alternativa moderna de proteção pessoal.
A discussão em torno do equipamento também levanta um debate maior: até que ponto a tecnologia está se tornando necessária para lidar com o medo cotidiano nas grandes cidades? Para muitas mulheres, sair sozinha à noite ainda exige estratégias de autoproteção, compartilhamento de localização e atenção constante.
A FlamAid aposta justamente nesse cenário, oferecendo uma ferramenta que mistura alerta sonoro, rastreamento e resposta rápida sem recorrer a armas tradicionais.









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