O que esperar para 2026: a dança das cadeiras no tabuleiro político de MS
O anúncio da saída do governador Eduardo Riedel do PSDB, previsto para esta quarta-feira (20), marca mais um capítulo na reconfiguração partidária em Mato Grosso do Sul. A decisão, revelada em coletiva de imprensa nesta segunda-feira (18), com a presença do presidente nacional do PSDB, Marconi Perillo, não foi acompanhada de detalhes, mas sinaliza mudanças importantes para o cenário eleitoral de 2026.
A expectativa é de que Riedel se filie ao Progressistas (PP), partido liderado no estado pela senadora Tereza Cristina, sua aliada de 2022. A movimentação aproxima o governador de uma das lideranças mais influentes em Brasília e fortalece sua base para a disputa da reeleição.
Enquanto isso, o ex-governador Reinaldo Azambuja deve migrar para o PL, partido de Jair Bolsonaro. A estratégia é ampliar espaços em legendas robustas, sem “esvaziar” o PSDB, mas garantindo musculatura para o futuro embate eleitoral.
O PSDB, por sua vez, enfrenta o desafio de reconstrução nacional. Com a perda de protagonismo, a federação com o Cidadania e a evasão de lideranças estaduais, Perillo aposta no fortalecimento das bancadas federais como forma de sobrevivência. Em Mato Grosso do Sul, o partido ainda conta com três deputados federais, que devem permanecer no ninho tucano, pelo menos até a janela partidária de 2025.
O que está em jogo vai além de alianças locais: a quantidade de cadeiras no Congresso é determinante para fundo eleitoral e tempo de TV — recursos vitais na corrida por 2026. No tabuleiro político, cada movimento agora é calculado para garantir força lá na frente.









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