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Campo Grande cria novo protocolo para transplante de fígado: veja quem tem direito

por | mar 26, 2026 | NOTÍCIAS, SAÚDE, SLIDER | 0 Comentários

A Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) publicou no Diogrande um novo protocolo que regulamenta o acesso de pacientes ao atendimento especializado para transplante hepático na rede pública de Campo Grande. A medida define critérios clínicos, exames obrigatórios e regras claras para encaminhamento de pacientes com doenças graves do fígado.

O objetivo é padronizar o fluxo de atendimento e ampliar o acesso ao serviço, principalmente para pacientes com indicação de transplante — considerado o único tratamento curativo para casos avançados de doenças hepáticas, como a cirrose.

A cirrose hepática é uma condição crônica e irreversível, caracterizada pela substituição do tecido saudável do fígado por fibrose, comprometendo o funcionamento do órgão. Entre as principais causas estão o consumo excessivo de álcool, hepatites virais, gordura no fígado associada à obesidade e diabetes, além de doenças genéticas.

Nos estágios mais avançados, a doença pode provocar complicações graves, como ascite (acúmulo de líquido no abdômen), hemorragias digestivas, encefalopatia hepática, icterícia e até câncer de fígado.

Quem pode ser encaminhado

O protocolo estabelece que pacientes entre 13 e 75 anos podem ser encaminhados para avaliação de pré-transplante hepático. Entre os critérios estão:

  • Cirrose descompensada com complicações clínicas
  • Ascite de difícil controle
  • Câncer de fígado dentro dos critérios para transplante
  • Piora progressiva da função hepática
  • Encefalopatia hepática recorrente
  • Hemorragias digestivas frequentes
  • Síndromes como hepatorrenal e hepatopulmonar
  • Doenças hepáticas crônicas com impacto na qualidade de vida

Pacientes com cirrose causada pelo consumo de álcool também podem ser encaminhados, desde que comprovem abstinência mínima de 30 dias.

Exames e acompanhamento

Para solicitar a consulta, o médico deverá apresentar histórico clínico completo, exame físico, comorbidades, medicamentos em uso e exames complementares.

Entre os exames obrigatórios estão o ultrassom de abdome total e exames de imagem, como tomografia ou ressonância, quando disponíveis, que comprovem a presença de doença hepática crônica.

O protocolo também organiza o acompanhamento dos pacientes no pré e pós-transplante. No pós-operatório, o monitoramento será mensal no primeiro ano e, a partir do segundo, a cada dois meses, sempre por unidades habilitadas.


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