Pesquisa com mais de 110 mil pessoas aponta redução significativa no risco de morte entre quem pratica diferentes modalidades de atividade física
Diversificar os exercícios físicos pode ser tão importante quanto manter uma rotina ativa. É o que revela um novo estudo conduzido por pesquisadores de universidades da China, Coreia do Sul e Estados Unidos, que analisaram dados de mais de 110 mil americanos ao longo de três décadas.
De acordo com a pesquisa, publicada na revista científica BMJ Medicine, pessoas fisicamente ativas que praticavam uma maior variedade de exercícios apresentaram 19% menos risco de morte em comparação àquelas que se dedicavam a apenas uma modalidade.
Os dados foram coletados a partir de duas grandes bases de acompanhamento de profissionais da saúde, incluindo mais de 70 mil enfermeiros e cerca de 40 mil outros profissionais, que relataram seus hábitos de atividade física ao longo dos anos.
Segundo os pesquisadores, a prática regular de exercícios continua sendo essencial, mesmo quando concentrada em uma única atividade. No entanto, combinar modalidades aeróbicas — como caminhada rápida, ciclismo, dança e esportes com bola — com exercícios de fortalecimento muscular, como musculação, ioga e pilates, potencializa os benefícios à saúde.
“O mais importante é manter um volume elevado de atividade física total. Além disso, diversificar os tipos de exercícios pode trazer ganhos adicionais”, afirma Yang Hu, da Escola de Saúde Pública de Harvard, um dos autores do estudo.
A pesquisa também identificou que o risco de morte por câncer, doenças cardiovasculares e pulmonares foi de 13% a 41% menor entre os participantes que praticavam diferentes modalidades.
Outro dado relevante é que os benefícios à longevidade se estabilizam a partir de cerca de seis horas semanais de atividade moderada ou três horas de exercício vigoroso.
Especialistas ressaltam que, embora o estudo seja amplo, ele se baseia em informações autodeclaradas, o que representa uma limitação metodológica. Ainda assim, os resultados reforçam recomendações já adotadas por órgãos de saúde no Brasil e no exterior.









0 comentários