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Dengue não é só febre: doença pode atacar o cérebro e causar sequelas graves

por | jan 5, 2026 | NOTÍCIAS, SAÚDE, SLIDER | 0 Comentários

A dengue, conhecida principalmente pela febre alta e dores no corpo, pode causar danos muito mais graves do que a maioria das pessoas imagina. Pesquisas recentes apontam que o vírus também pode afetar diretamente o cérebro e o sistema nervoso, provocando complicações neurológicas preocupantes.

De acordo com publicações científicas e diretrizes médicas internacionais, a dengue pode desencadear quadros de encefalite (inflamação do tecido cerebral), encefalopatia (disfunção cerebral por complicações sistêmicas), meningite, mielite, neuropatias periféricas e até Síndrome de Guillain-Barré, condição que pode levar à paralisia.

Entre os sintomas mais comuns associados ao comprometimento neurológico estão confusão mental, perda de consciência, convulsões, alterações de comportamento, dificuldades motoras e dor de cabeça intensa persistente. Em casos mais graves, podem ocorrer micro-hemorragias cerebrais e até acidente vascular.

Segundo estudos internacionais, embora essas manifestações sejam menos frequentes que os sintomas clássicos, elas não são raras a ponto de serem ignoradas. Em algumas análises, até 21% dos pacientes hospitalizados apresentaram algum tipo de complicação neurológica.

Como o vírus afeta o cérebro?
Existem três principais mecanismos. O primeiro é a invasão direta do vírus no sistema nervoso central, quando ele atravessa a barreira hematoencefálica e inflama o tecido cerebral. O segundo envolve a resposta inflamatória exagerada do organismo, que libera substâncias que prejudicam o funcionamento cerebral. O terceiro está relacionado às complicações gerais da dengue grave, como choque, queda de pressão, falta de oxigenação e alterações metabólicas que impactam diretamente o cérebro.

Embora não exista tratamento antiviral específico para a dengue, o acompanhamento médico é essencial. Casos com suspeita de comprometimento neurológico exigem atenção imediata, suporte hospitalar e monitoramento intensivo.

Autoridades de saúde reforçam a necessidade de prevenção e combate ao mosquito Aedes aegypti, já que evitar a infecção ainda é a forma mais eficiente de proteção. Isso inclui eliminar água parada, tampar reservatórios, utilizar repelente e procurar atendimento ao primeiro sinal de alerta.

A mensagem é clara: dengue não é apenas febre. É uma doença potencialmente grave e que também pode atingir o cérebro. Informação, prevenção e vigilância fazem a diferença e salvam vidas.

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