A Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul está assumindo o protagonismo na cobrança por melhorias urgentes na BR-163. O presidente da Casa de Leis, deputado Gerson Claro, reforçou nesta segunda-feira (7) que o Legislativo estadual está colhendo subsídios por meio de audiências públicas para cobrar da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) um novo cronograma de obras da rodovia que corta o estado de Norte a Sul.
As discussões acontecem em meio à iminente repactuação do contrato de concessão com a CCR MSVia, prevista para maio. Depois de 11 anos de concessão, apenas 150 km dos 843 km da BR-163 foram duplicados.
“A Assembleia não contesta a opção da ANTT de repactuar o contrato com a CCR MSVia, porque esta alternativa é a mais rápida para a rodovia receber os investimentos necessários que garantam um tráfego mais seguro”, afirmou Gerson.
Segundo o deputado, a sociedade sul-mato-grossense “aceita pagar pedágio, mas exige soluções de engenharia” para reduzir o número de acidentes, principalmente em trechos urbanos e altamente movimentados.
“Não podemos esperar mais 30 anos por essas obras, assistindo diariamente vidas sendo sacrificadas nesta rodovia que corta o estado de Norte a Sul, entre Sonora e Mundo Novo, passando por 21 cidades”, destacou.
Dados que indignam
De 2014 a 2023, a concessionária recebeu R$ 3,9 bilhões em aportes financeiros, investiu apenas R$ 1,9 milhão, e arrecadou R$ 3,6 bilhões com pedágio, conforme dados do portal da transparência.
“Temos trechos críticos em Campo Grande, onde a população se arrisca diariamente no anel viário. A mesma situação se repete em São Gabriel do Oeste, Rio Verde e Coxim”, alertou o parlamentar.
Proposta considerada insuficiente
Gerson Claro considerou “insatisfatória e insuficiente” a proposta inicial da CCR, que prevê a duplicação de apenas 68 km em dois anos, com obras pontuais em municípios como Mundo Novo, Eldorado, Itaquiraí e Dourados.
“É urgente duplicar de Campo Grande a Dourados, por exemplo. Com apoio do governador e da bancada federal, vamos levar este clamor à ANTT”, concluiu o presidente da Assembleia.









0 comentários