A Prefeitura de Campo Grande, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social e Cidadania (SAS), realiza nesta terça-feira (12), às 9h, no Paço Municipal, a 3ª edição do evento “Valorizando a Infância Indígena – Protegendo o Futuro”. A iniciativa marca o lançamento do livro “Hékereniko ya kali ovokúti – Estrelas na Cabana”, traduzido para a língua Terena, com foco na prevenção da violência sexual infantil entre povos indígenas.
A ação é promovida pela Superintendência de Política de Direitos Humanos (SDHU) e reforça as políticas públicas voltadas à proteção de crianças e adolescentes indígenas em Mato Grosso do Sul, estado que concentra uma das maiores populações indígenas do país.
A publicação é resultado de uma parceria entre o município e o Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) e dá continuidade ao trabalho iniciado com a versão em Guarani-Kaiowá, intitulada “Ñande Rete, Ñande Róga!”. O objetivo é ampliar o acesso à informação em línguas originárias, respeitando as tradições culturais e fortalecendo a rede de proteção às crianças indígenas.
Escrito por Viviane Vaz e Débora Amaro, o livro utiliza uma linguagem lúdica e educativa para orientar crianças, famílias e profissionais sobre como identificar situações de abuso e violência sexual infantil. A proposta busca abordar um tema sensível de maneira acessível, sem romper com os valores culturais das comunidades.
Segundo Viviane Vaz, integrante do Projeto Nova, o diálogo com crianças indígenas exige sensibilidade cultural e compreensão das especificidades de cada povo. Para ela, traduzir materiais educativos para as línguas tradicionais representa um passo importante no fortalecimento da prevenção.
“Ao viabilizar a tradução para o idioma Terena, ampliamos o alcance das ferramentas de conscientização, promovendo um sentimento de representatividade e pertencimento. A ação reafirma o compromisso do município em tratar temas complexos, como a violência infantil, por meio da valorização da diversidade linguística e do respeito aos modos de vida tradicionais”, destacou a superintendente de Direitos Humanos, Priscila Justi.
Além do lançamento do livro, o evento contará com apresentação cultural da Orquestra Indígena da Comunidade Marçal de Souza, reforçando a valorização da cultura indígena e o protagonismo das comunidades tradicionais na construção de políticas públicas.
A iniciativa ocorre em meio às campanhas nacionais de combate ao abuso e à exploração sexual infantil, especialmente durante o Maio Laranja, mês dedicado à conscientização e enfrentamento da violência contra crianças e adolescentes.









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