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Femina Vox chega ao Brasil e transforma Campo Grande em palco global da liderança feminina

por | mar 5, 2026 | NOTÍCIAS, SLIDER | 0 Comentários

Campo Grande será palco de um importante encontro internacional voltado ao protagonismo feminino. Nos dias 15 e 16 de março, o Fórum Internacional Femina Vox – Edição 2026 reunirá lideranças femininas, pesquisadoras, representantes de povos indígenas, autoridades públicas e organizações da sociedade civil no Centro de Convenções Rubens Gil de Camillo.

O evento promove mesas de debate, rodas de conversa, apresentações culturais e atividades científicas, com foco no fortalecimento da liderança feminina, na valorização dos saberes tradicionais e na discussão de temas como direitos humanos, sustentabilidade, justiça climática, educação e bioeconomia.

Criado em 2021 pela ativista da UNESCO Guila Clara Kessous, o Femina Vox já mobilizou milhares de mulheres em mais de 30 países. Em 2026, o fórum chega pela primeira vez ao Brasil, com edições em Brasília e Campo Grande.

A organização das atividades em território brasileiro é coordenada pela advogada e PhD em Meio Ambiente Giselle Marques, que atua na articulação de movimentos da sociedade civil, ambientalistas e lideranças femininas de Mato Grosso do Sul.

Segundo Giselle, o fórum também busca dar visibilidade internacional às iniciativas sustentáveis desenvolvidas por mulheres da região, especialmente de comunidades indígenas, quilombolas e ribeirinhas do Pantanal.

“Estamos articulando essas mulheres para que tragam ao Centro Cultural Rubens Gil de Camillo suas produções artesanais, mostrando ao mundo alternativas sustentáveis que contribuem para a conservação ambiental e o enfrentamento das mudanças climáticas”, destaca.

Além das discussões acadêmicas e institucionais, o evento contará com experiências culturais e turísticas que valorizam a identidade regional e incentivam a economia criativa e sustentável no Centro-Oeste.

Programação – 15 de março (domingo)

A programação começa cedo, às 7h, com uma atividade de observação de aves no Parque das Nações Indígenas. Às 8h30 ocorre o lançamento da pedra fundamental da Praça Maria Lúcia Torrecilha, na Vila Planalto.

Às 10h, autoridades convidadas participam de uma visita institucional à Casa da Mulher Brasileira. Já no período da tarde, das 13h30 às 17h, acontece a atividade “Ciência no Femina Vox”, com apresentação de trabalhos científicos aprovados pelo comitê do evento.

Entre as atividades simultâneas estão um city tour por pontos turísticos de Campo Grande, visita ao Memorial Indígena Marçal de Souza, exposição de artesanato da etnia Terena, apresentação de dança indígena e uma experiência gastronômica com degustação de iguarias pantaneiras.

Programação – 16 de março (segunda-feira)

O segundo dia começa às 8h com credenciamento e apresentações culturais, incluindo a Orquestra Indígena, a Cia de Dança do Pantanal e o Moinho Cultural.

Às 9h ocorre a composição da mesa de autoridades. Em seguida, às 10h30, serão realizadas homenagens a personalidades que representam o protagonismo feminino, entre elas Catarina Guató, Guila Clara Kessous, Márcia Rolon, Beni Kadiweu Examemexe e Élida Terena.

Às 11h acontece a primeira mesa temática, “Educação transformando vidas”, com participação de representantes da UFMS, CNTE, UEMS e instituições educacionais.

À tarde, às 14h, será realizada a mesa “Vozes que sustentam o Pantanal: liderança feminina, território e sustentabilidade”, reunindo lideranças indígenas, quilombolas, pesquisadoras e representantes do poder público.

Também fazem parte da programação rodas de conversa simultâneas sobre sociobiodiversidade, mudanças climáticas, participação masculina nas pautas de gênero, juventude e direitos humanos.

Às 16h ocorre o lançamento do livro “Liderança Feminina em Conexão: Narrativas Internacionais de Inovação, Gestão e Protagonismo”.

O evento encerra às 17h com apresentações culturais.

Durante todo o fórum, o público poderá visitar o espaço Saberes do Pantanal – Território, Memória e Bioeconomia Feminina, que reúne artesãs, escritoras, ribeirinhas, povos indígenas e comunidades quilombolas, valorizando a economia criativa e os saberes tradicionais da região.

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