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Grávida grava ultrassom e registra fala cruel de médico sobre bebê: “Filho todo troncho”

por | maio 18, 2026 | NOTÍCIAS, SLIDER | 0 Comentários

Uma denúncia de violência obstétrica ganhou repercussão nacional após a influenciadora Thaynara Lomboni, de 25 anos, divulgar um vídeo gravado durante um exame de ultrassonografia realizado no Hospital Municipal Rocha Farias, no Rio de Janeiro. Grávida de cinco meses de sua primeira filha, Serena, ela afirma ter sido vítima de falas cruéis e desumanas feitas por um médico enquanto enfrentava uma gestação de alto risco após complicações provocadas por uma infecção urinária.

Segundo o relato, Thaynara precisou ser internada depois que a infecção causou o rompimento prematuro da bolsa gestacional. Durante o período de internação, ela passou por exames para acompanhamento da gravidez e decidiu gravar um dos procedimentos. O que seria apenas um registro médico acabou se transformando em prova de um episódio traumático.

Nas imagens divulgadas nas redes sociais, o profissional afirma que “torcia” para que o bebê já estivesse sem batimentos cardíacos e ainda questiona se ela gostaria de ter “um filho todo troncho”. A fala gerou revolta nas redes sociais e reacendeu o debate sobre violência psicológica e violência obstétrica dentro de unidades de saúde.

“Tem batimento, sim. Não acabou seu sofrimento ainda. […] Eu estava torcendo para não ter batimentos”, diz o médico no vídeo compartilhado pela jovem.

A filha de Thaynara nasceu prematuramente, mas não resistiu às complicações. Desde então, ela relata conviver diariamente com o luto agravado pelas lembranças do atendimento recebido.

Em entrevista à revista Marie Claire, a jovem afirmou que demorou meses para conseguir assistir novamente às imagens gravadas. Segundo ela, o sofrimento psicológico provocado pelas palavras do médico se tornou tão doloroso quanto a própria perda da filha.

“A perda dela é sentida todos os dias. Além de lidar com a morte da minha filha, precisei lidar com falas que viraram um monstro na minha mente”, declarou.

Thaynara também rebateu comentários preconceituosos recebidos nas redes sociais após tornar o caso público. Algumas pessoas questionaram se o bebê possuía alguma deficiência ou má-formação, como se isso pudesse justificar a conduta médica.

“Mesmo se minha filha tivesse alguma deficiência, que ela não tinha, isso não justificaria nada. Isso é capacitismo e preconceito”, respondeu.

O caso foi levado à Justiça. O advogado da jovem, Mateus Magno, informou que já foram registrados boletim de ocorrência e denúncia formal contra o profissional envolvido. Segundo ele, o episódio pode configurar crimes contra a honra, violência psicológica contra a mulher, infrações éticas e danos morais.

O advogado também destacou a possibilidade de responsabilização da instituição hospitalar caso seja comprovada omissão ou falha institucional diante do ocorrido.

A repercussão do caso levantou novamente discussões sobre a violência obstétrica no Brasil. O termo é utilizado para definir práticas abusivas, desrespeitosas ou agressivas sofridas por mulheres durante atendimento médico ligado à gestação, parto, pós-parto ou situações relacionadas à saúde reprodutiva.

Especialistas apontam que a violência obstétrica pode ocorrer de diferentes formas, incluindo humilhações verbais, negligência, ameaças psicológicas, procedimentos sem consentimento e tratamento desumanizado.

Nas redes sociais, milhares de mulheres compartilharam relatos semelhantes após a divulgação do vídeo de Thaynara, transformando o caso em símbolo de denúncia e conscientização sobre o acolhimento humanizado na saúde pública e privada.

Fonte: Marie Claire

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