O Ministério da Cultura (MinC) assinou nesta terça-feira (24), em Recife (PE), os Termos de Complementação da Linha de Arranjos Regionais, dando início a uma nova fase de cooperação no setor audiovisual brasileiro. A iniciativa, realizada em parceria com estados e municípios, mobiliza mais de R$ 630 milhões em investimentos em todo o país.
A ministra Margareth Menezes destacou o impacto estruturante da medida. Segundo ela, investir em cultura gera emprego, renda e oportunidades, além de contribuir para a transformação social e redução da violência.
A secretária do Audiovisual, Joelma Gonzaga, ressaltou o caráter nacional da política. “Quando um filme brasileiro entra em cartaz, é o Brasil inteiro que entra em cena”, afirmou.
Retomada e ampliação da política pública
A política de Arranjos Regionais, que não era executada desde 2018, retorna com um novo formato. O modelo combina recursos do Governo Federal com aportes locais, ampliando significativamente o volume de investimentos por meio do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA).
A execução será feita de forma integrada entre diferentes níveis de governo, garantindo maior alinhamento com as realidades regionais e fortalecendo iniciativas locais.
Investimentos em toda a cadeia audiovisual
Os recursos serão destinados a diversas áreas do setor, incluindo:
- Produção de curtas, médias e animações
- Conteúdos infantis e jogos eletrônicos
- Formação, pesquisa e preservação audiovisual
- Apoio a cineclubes e núcleos criativos
A proposta é descentralizar o acesso aos recursos e estimular a produção cultural fora dos grandes centros.
Impacto nos estados e em Mato Grosso do Sul
Representantes de todas as regiões participaram da assinatura, incluindo Mato Grosso do Sul, com a presença de Valdir João Gomes de Oliveira.
A expectativa é que estados com menor histórico de acesso a investimentos tenham novas oportunidades de desenvolvimento no setor audiovisual, ampliando a diversidade de narrativas e fortalecendo a economia criativa local.
Novo ciclo para o audiovisual brasileiro
A iniciativa é conduzida pelo MinC, por meio da Secretaria do Audiovisual, em parceria com a Agência Nacional do Cinema, e marca um novo ciclo de políticas públicas com foco em inclusão, diversidade e alcance nacional.
Para especialistas e representantes do setor, o momento simboliza a retomada do audiovisual brasileiro como ferramenta estratégica de desenvolvimento cultural, econômico e social.









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