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Nem os orgânicos escaparam: estudo detecta metais em todos os absorventes analisados

por | mar 30, 2026 | NOTÍCIAS, SLIDER | 0 Comentários

Um estudo recente publicado na revista científica Environment International revelou a presença de metais potencialmente tóxicos em absorventes internos comercializados em diferentes países. A pesquisa analisou 30 produtos de 14 marcas distintas e identificou que todos continham algum nível de metais como chumbo, arsênio, cádmio, mercúrio e níquel.

Os resultados indicam que não houve exceção: 100% das amostras apresentaram traços desses elementos, ainda que em concentrações variadas. A presença dos metais está associada principalmente às matérias-primas utilizadas, como o algodão, que pode absorver contaminantes do solo, além de processos industriais.

Outro ponto que chamou a atenção dos pesquisadores foi a diferença entre produtos classificados como orgânicos e convencionais. Segundo o estudo, absorventes orgânicos apresentaram, em média, maiores concentrações de arsênio, enquanto os produtos convencionais registraram níveis mais elevados de chumbo. Os cientistas destacam que isso não permite afirmar que um tipo seja mais seguro que o outro.

A principal preocupação levantada está relacionada à mucosa vaginal, que possui alta capacidade de absorção. Isso pode, em teoria, facilitar a entrada de substâncias químicas no organismo, especialmente considerando o uso frequente e prolongado desses produtos ao longo da vida.

Apesar dos achados, os autores reforçam que ainda não há evidências diretas de que esses metais sejam absorvidos em quantidades suficientes para causar danos à saúde. A pesquisa é considerada um ponto inicial e aponta para a necessidade de novos estudos que investiguem a biodisponibilidade dessas substâncias no corpo humano.

Especialistas destacam que, por enquanto, não há recomendação oficial para suspensão do uso de absorventes internos, mas defendem maior transparência na composição dos produtos e avanços na regulamentação.

Fonte:
Environment International; NIEHS (National Institute of Environmental Health Sciences); Universidade da Califórnia (Berkeley Public Health)

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