A BYD apresentou em Shenzhen, na China, a segunda geração da bateria Blade, trazendo avanços significativos em autonomia, eficiência energética e, principalmente, no tempo de recarga — um dos maiores desafios do setor de veículos elétricos.
A nova tecnologia foi demonstrada no modelo Denza Z9 GT, que alcançou autonomia de 1.036 quilômetros, segundo dados divulgados pela fabricante.
Seis anos de desenvolvimento e foco em eficiência
O projeto da nova bateria levou seis anos para ser concluído. O objetivo da BYD foi atacar diretamente duas das principais preocupações dos consumidores: aumentar a autonomia e reduzir drasticamente o tempo de recarga.
Entre os avanços, a nova geração apresenta cerca de 5% a mais de densidade energética em relação à versão anterior. O ganho foi possível graças a um novo canal de transporte de íons de lítio mais eficiente e a um sistema inteligente de gestão térmica, que melhora a dissipação de calor durante o carregamento.
Recarga em minutos estabelece novo patamar
O grande destaque da bateria é a velocidade de carregamento. Segundo a BYD, o sistema é capaz de ir de 10% a 70% em aproximadamente 5 minutos e atingir 97% em cerca de 9 minutos — um desempenho considerado recorde mundial.
Esse resultado foi alcançado com o novo carregador Flash, que entrega até 1.500 kW de potência por conector, um dos níveis mais elevados já anunciados no mercado.
Condições podem influenciar o desempenho
Apesar dos números impressionantes, o tempo de recarga pode variar conforme as condições. Em níveis mais altos de carga, o processo tende a desacelerar, como ocorre em qualquer bateria.
Ainda assim, em condições ideais, é possível carregar de 20% a 97% em cerca de 12 minutos. Já em ambientes extremamente frios, próximos de -30 °C, o tempo pode ser maior.
Expansão da infraestrutura de recarga
A BYD também anunciou planos ambiciosos para expandir sua rede de carregamento. A empresa pretende instalar 20 mil unidades do carregador Flash na China até o final de 2026.
Os equipamentos contam com sistema próprio de armazenamento de energia, o que ajuda a evitar sobrecarga na rede elétrica.
Com a expansão global da marca, há expectativa de que essa tecnologia chegue a outros mercados, incluindo o Brasil, nos próximos anos.









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