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Polícia Científica de MS atinge 100% de acerto em avaliação internacional da ONU por três anos consecutivos

por | jan 27, 2026 | NOTÍCIAS | 0 Comentários

Referência técnica global eleva prestígio da instituição forense e reforça segurança jurídica no Estado

A Polícia Científica de Mato Grosso do Sul alcançou desempenho máximo no programa internacional de qualidade promovido pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC). A avaliação aponta 100% de acerto nas análises forenses realizadas pela Divisão de Química e Toxicologia ao longo de três ciclos consecutivos do International Collaborative Exercise (ICE), entre os anos de 2023 e 2025.

O ICE faz parte do International Quality Assurance Programme (IQAP), iniciativa independente da ONU que testa a capacidade técnica de laboratórios responsáveis pela identificação de drogas e substâncias controladas com base em materiais reais apreendidos em operações policiais.

Na participação da Polícia Científica de MS, por meio da Divisão de Química e Toxicologia — vinculada ao Instituto de Análises Laboratoriais Forenses (IALF) — foram obtidos resultados impecáveis em todas as amostras submetidas, sem qualquer inconsistência ou divergência nos relatórios técnicos elaborados.

O perito criminal Evandro Rodrigo Pedon, chefe da divisão, ressaltou que repetir 100% de acerto ao longo de três anos consecutivos evidencia a solidez dos procedimentos, a confiabilidade dos métodos aplicados e a preparação técnica da equipe frente às demandas mais complexas.

O programa internacional exige que os laboratórios participantes identifiquem corretamente uma gama de substâncias ilícitas e compostos associados, como cocaína, heroína, anfetamina, metanfetamina, ketamina, etizolam e outros analitos frequentemente encontrados em apreensões, incluindo adulterantes como cafeína e procaína — todos identificados com precisão pela equipe de MS.

A conquista reforça a credibilidade dos laudos periciais produzidos em Mato Grosso do Sul, que são utilizados para subsidiar investigações criminais, embasar processos judiciais e orientar decisões no sistema de justiça, além de garantir maior segurança jurídica e proteção de direitos fundamentais.

Segundo especialistas, este tipo de reconhecimento internacional também fortalece políticas públicas de segurança no Estado, ao demonstrar que a estrutura pericial local está alinhada a padrões científicos e técnicos globais.

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