Crise nos Correios se aprofunda com prejuízo de R$ 2,64 bilhões no 2º trimestre e rombo de R$ 4,37 bilhões no 1º semestre de 2025
Os Correios enfrentam uma crise alarmante. No 2º trimestre de 2025, o prejuízo atingiu R$ 2,64 bilhões — cifra quase cinco vezes maior que os R$ 553 milhões do mesmo período de 2024. No acumulado do semestre, o rombo chegou a R$ 4,37 bilhões, três vezes mais que o déficit de R$ 1,35 bilhão registrado em igual período no ano anterior.
O que levou a estatal a esse ponto?
- A queda de 11,2% na receita bruta de vendas, que totalizou R$ 4,4 bilhões, impactou o segundo trimestre.
- O setor de postagem internacional desabou, com receita de apenas R$ 422 milhões, queda de 63,6%. Essa redução está ligada à recente regulamentação — a “taxa das blusinhas” — que encarece encomendas pequenas importadas.
- Já os precatórios explodiram, para R$ 1,2 bilhão (alta de mais de 800%) só no trimestre, e totalizaram R$ 1,59 bilhão no semestre.
- Os gastos com pessoal também cresceram — impulsionados por reajustes e benefícios, chegaram a R$ 2,8 bilhões entre abril e junho.
Reação e risco de colapso
O presidente da empresa, Fabiano Silva dos Santos, chegou a entregar sua carta de demissão em julho, embora ainda permaneça no cargo pela ausência de sucessor.
A estatal alertou o governo sobre o risco de colapso e já passou a implementar medidas de contenção: PDV, redução de unidades, racionalização administrativa e até mesmo a venda de imóveis. Estima-se que essas ações possam gerar até R$ 1,5 bilhão em economia.









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