Uma pesquisa nacional divulgada nesta quarta-feira pelo instituto Datafolha mostra que a criação de um exame obrigatório para médicos recém-formados conta com apoio praticamente unânime da população brasileira. De acordo com o levantamento, 96% dos entrevistados são favoráveis à exigência de uma prova de proficiência antes do início do exercício da Medicina, nos moldes do Exame da OAB aplicado aos advogados.
O estudo foi encomendado pelo Conselho Federal de Medicina e ouviu 10.524 pessoas em 254 municípios, abrangendo todas as regiões do país. A margem de erro é de um ponto percentual, o que reforça a robustez dos dados apresentados.
Segundo a pesquisa, apenas 3% dos entrevistados afirmaram não ver necessidade na criação do exame, enquanto 1% não soube ou preferiu não opinar. O alto índice de aprovação reflete a preocupação da sociedade com a qualidade da formação médica, especialmente diante do crescimento acelerado no número de cursos de Medicina em funcionamento no Brasil.
Os dados regionais também chamam atenção. Goiás lidera o apoio à proposta, com 98%, enquanto o Acre apresenta o menor índice, ainda assim elevado, com 92% de aprovação. Para 92% dos entrevistados, a aplicação do exame aumentaria a confiança da população no atendimento médico. Em contrapartida, 4% acreditam que a medida reduziria essa confiança, 3% não veem impacto e 1% não respondeu.
Outro ponto de destaque é a abrangência da exigência: 98% defendem que todos os formandos em Medicina sejam submetidos ao exame, independentemente da instituição onde cursaram a graduação. Apenas 2% consideram que a prova deveria ser aplicada exclusivamente a médicos formados no exterior.
Para o Conselho Federal de Medicina, os números reforçam a necessidade de discutir a adoção do exame como mecanismo de proteção à sociedade e de garantia mínima da qualidade profissional, em um cenário de expansão acelerada do ensino médico no país.









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