A Organização das Nações Unidas (ONU) enfrenta uma das mais graves crises financeiras de sua história recente. Em carta enviada aos 193 países-membros, o secretário-geral António Guterres advertiu que a entidade pode entrar em colapso financeiro nos próximos meses caso as contribuições obrigatórias não sejam regularizadas.
De acordo com o comunicado, as regras orçamentárias rígidas têm dificultado a gestão financeira da organização, especialmente diante do crescimento expressivo dos valores em atraso. Ao final de 2025, o montante acumulado de contribuições não pagas alcançou aproximadamente US$ 1,57 bilhão — o maior já registrado.
A escassez de recursos ameaça não apenas o funcionamento administrativo da ONU, mas também a continuidade de programas considerados essenciais em áreas como ajuda humanitária, direitos humanos, segurança internacional e desenvolvimento sustentável.
Guterres destacou que as atuais normas financeiras obrigam a devolução de verbas não utilizadas, mesmo quando esses valores não chegaram efetivamente ao caixa da organização. Para o secretário-geral, os países precisam cumprir suas obrigações financeiras ou discutir uma reforma estrutural no modelo de financiamento.
Sem mudanças concretas, a ONU pode ficar sem condições de operar por volta de meados de 2026, o que abriria um cenário de paralisações, cortes severos e impacto direto em missões internacionais ao redor do mundo.
Segundo informações divulgadas pela agência Reuters em janeiro de 2026, o alerta é considerado um dos mais contundentes já feitos pela liderança da entidade em relação à sustentabilidade financeira da organização.









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