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Cúrcuma e gengibre: o que a ciência realmente diz sobre os benefícios das raízes queridinhas do momento

por | fev 23, 2026 | NOTÍCIAS, SAÚDE, SLIDER | 0 Comentários

Presentes há séculos na medicina tradicional asiática, cúrcuma e gengibre ganharam espaço definitivo na rotina dos brasileiros. Seja em shots matinais, sucos funcionais ou receitas salgadas, as duas raízes são frequentemente associadas a propriedades anti-inflamatórias e antioxidantes. Mas até que ponto a ciência confirma esses efeitos?

Gengibre: digestão, náuseas e compostos bioativos

O gengibre (Zingiber officinale) é conhecido pelo sabor levemente picante e pelo aroma marcante. Seu principal composto ativo é o gingerol, substância associada a propriedades antioxidantes e potenciais efeitos anti-inflamatórios.

Um metaestudo conduzido por pesquisadores da Universidade Nacional de Seul, que reuniu mais de 100 artigos científicos, apontou que o gengibre pode auxiliar no controle de náuseas e vômitos, além de contribuir para a função gastrointestinal. A instituição Johns Hopkins Medicine também destaca que o gingerol favorece a motilidade intestinal, facilitando o deslocamento dos alimentos pelo sistema digestivo.

Pacientes em tratamento quimioterápico podem apresentar redução das náuseas ao incluir gengibre como complemento às terapias convencionais. Há ainda evidências de que a raiz pode aliviar inchaço abdominal, gases e desconforto digestivo.

Apesar dos indícios de ação anti-inflamatória, ainda não existe consenso clínico robusto sobre seu uso no tratamento de doenças como artrite reumatoide ou inflamações respiratórias. O gengibre possui mais de 400 compostos diferentes, muitos ainda em investigação.

Cúrcuma: curcumina e potencial anti-inflamatório

A cúrcuma, parente próxima do gengibre, é reconhecida pela coloração amarelo-alaranjada intensa. Seu principal componente ativo é a curcumina, associada a propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias.

Especialistas da Johns Hopkins Medicine explicam que a curcumina apresenta diversas atividades biológicas, embora nem todas estejam completamente compreendidas. Como outros alimentos vegetais de cores vibrantes, a cúrcuma é rica em fitonutrientes que ajudam a neutralizar radicais livres e proteger as células contra danos.

Alguns estudos indicam que pessoas com osteoartrite relataram redução da dor articular com o consumo regular da especiaria. Pesquisas também investigam possíveis efeitos sobre transtornos de humor, depressão e demência, mas os dados ainda são preliminares e envolvem amostras reduzidas.

Há ainda investigações sobre impacto no perfil lipídico, inflamação sistêmica, síndrome metabólica, ansiedade e dor muscular pós-exercício. No entanto, são necessárias pesquisas mais amplas para confirmar benefícios clínicos consistentes.

Segurança e possíveis efeitos colaterais

Em quantidades usuais na alimentação, cúrcuma e gengibre são considerados seguros. O principal alerta envolve suplementos concentrados.

Altas doses de curcumina em cápsulas podem causar desconforto gastrointestinal ou reações alérgicas em pessoas sensíveis. Já o consumo excessivo de gengibre, especialmente em forma de extrato, pode aumentar o risco de sangramento. Pessoas que utilizam anticoagulantes ou convivem com diabetes devem ter cautela e buscar orientação profissional.

Como incluir na alimentação

Versáteis, as raízes podem ser usadas em chás, sucos, sopas, arroz, legumes, carnes e ensopados. A combinação de cúrcuma com pimenta-do-reino pode aumentar a absorção da curcumina, segundo estudos. As versões frescas podem ser armazenadas no freezer por até seis meses.

Embora não sejam soluções milagrosas, cúrcuma e gengibre podem atuar como aliados dentro de uma alimentação equilibrada — sempre com moderação e informação de qualidade.

Fonte: Infobae

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