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Tecnologia reduz filas e identifica câncer de pele em até 72 horas no SUS de MS

por | mar 2, 2026 | NOTÍCIAS, SAÚDE, SLIDER | 0 Comentários

O telediagnóstico em dermatologia tem transformado a rede pública de saúde em Mato Grosso do Sul ao permitir que lesões de pele sejam avaliadas por especialistas sem que o paciente precise sair, inicialmente, do município de origem. A estratégia integra o STT (Sistema de Telemedicina e Telessaúde) e é ofertada nacionalmente pelo Telessaúde da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), em parceria com a Central Estadual de Telemedicina de Santa Catarina, referência no país.

Reconhecida pelo Ministério da Saúde como ferramenta capaz de ampliar a resolutividade da Atenção Primária à Saúde (APS), a iniciativa tem potencial para solucionar cerca de 70% dos casos sem necessidade de consulta presencial com dermatologista. O foco é classificar o risco das lesões, organizar a fila de encaminhamentos e garantir prioridade aos casos mais graves.

Como funciona

O fluxo começa na UBS, onde o médico identifica a lesão suspeita e solicita o exame pelo STT. Após o registro fotográfico — etapa decisiva para a qualidade diagnóstica — as imagens e informações clínicas são enviadas pela plataforma e avaliadas por dermatologistas. O laudo, com classificação de risco e conduta indicada, retorna à unidade em até 72 horas.

O serviço contempla suspeitas de melanoma e câncer de pele não melanoma, além de outras dermatoses, permitindo que grande parte das demandas seja resolvida na própria Atenção Primária.

Números em MS

Desde 2019, 28 municípios, com 43 pontos de atendimento, aderiram ao serviço. Os dados apontam:

Melanoma

  • Centro: 5 casos
  • Pantanal: 33 casos
  • Cone Sul: 4 casos
  • Costa Leste: 13 casos

Não melanoma

  • Centro: 32 casos
  • Pantanal: 125 casos
  • Cone Sul: 42 casos
  • Costa Leste: 103 casos

Os números reforçam a importância da detecção precoce, especialmente no caso do melanoma, mais agressivo. O diagnóstico em estágio inicial amplia significativamente as chances de cura.

Estrutura e segurança

Para aderir, o município deve formalizar participação no Telessaúde e adquirir o Kit de Dermatologia, com dermatoscópio e equipamento de captura de imagem. É obrigatória capacitação das equipes e cumprimento de protocolos de identificação e consentimento do paciente. Casos graves ou sintomáticos devem ser encaminhados imediatamente à rede de urgência.

De natureza ambulatorial, a teledermatologia fortalece a gestão do cuidado, reduz deslocamentos desnecessários e otimiza a fila para atendimento presencial, consolidando a tecnologia como aliada estratégica no enfrentamento do câncer de pele em Mato Grosso do Sul.

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