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Paraguai aprova presença de militares dos EUA e acordo levanta debate sobre soberania

por | mar 9, 2026 | NOTÍCIAS, SLIDER | 0 Comentários

O Senado do Paraguai aprovou, nesta quarta-feira (4), um acordo de cooperação com os Estados Unidos que autoriza a presença temporária de militares, civis do Departamento de Defesa e contratistas norte-americanos em território paraguaio. A medida foi aprovada por 28 votos a 7 e agora segue para análise da Câmara dos Deputados do país.

O acordo foi assinado em dezembro entre os governos do presidente paraguaio Santiago Peña e do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O objetivo é ampliar a cooperação bilateral em áreas de segurança, combate ao crime organizado, narcotráfico e terrorismo.

De acordo com o texto aprovado, os enviados norte-americanos poderão atuar em treinamentos, exercícios militares conjuntos, missões humanitárias e outras atividades de cooperação. A presença será temporária e deverá ocorrer sempre com comunicação prévia às autoridades paraguaias.

O acordo também estabelece uma série de prerrogativas para os representantes dos Estados Unidos. Entre elas, estão privilégios e imunidades semelhantes aos concedidos a diplomatas, além da submissão à jurisdição penal norte-americana.

Outro ponto que chama atenção é que os militares e funcionários do Departamento de Defesa dos EUA estarão isentos do pagamento de impostos no Paraguai. O texto também permite que aeronaves, embarcações e veículos militares norte-americanos circulem no território paraguaio sem inspeção, desde que as autoridades locais sejam previamente informadas.

A iniciativa faz parte do alinhamento estratégico do governo de Santiago Peña com Washington no enfrentamento ao crime transnacional. A cooperação inclui ações voltadas principalmente para regiões consideradas sensíveis, como a área da Tríplice Fronteira, que reúne Paraguai, Brasil e Argentina.

Nos últimos anos, os Estados Unidos têm intensificado sua atuação na região, especialmente no monitoramento de atividades relacionadas ao narcotráfico, financiamento do terrorismo e atuação de organizações criminosas internacionais.

Caso seja aprovado também pela Câmara dos Deputados, o acordo passará a ter validade oficial e permitirá a implementação das ações conjuntas previstas entre os dois países.


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