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Barriga na menopausa: entenda por que ela aumenta mesmo sem mudar a alimentação

por | abr 27, 2026 | NOTÍCIAS, SAÚDE, SLIDER | 0 Comentários

Menopausa e gordura abdominal: o que explica o aumento da barriga e como reduzir riscos à saúde

O aumento da gordura abdominal durante a menopausa é uma das mudanças corporais mais relatadas por mulheres a partir dos 45 anos. Longe de ser apenas uma questão estética, o acúmulo de gordura na região do abdômen está diretamente ligado a alterações hormonais e metabólicas que podem elevar o risco de doenças crônicas.

Queda hormonal muda distribuição de gordura

A principal causa está na redução do estrogênio, hormônio que influencia onde a gordura corporal é armazenada. Durante o período reprodutivo, há maior tendência de acúmulo em quadris e coxas. Com a menopausa, esse padrão muda, favorecendo o depósito de gordura visceral — aquela que se acumula entre os órgãos na região abdominal.

Metabolismo desacelera com a idade

Outro fator relevante é a redução do metabolismo basal. Estudos indicam que, a partir dos 40 anos, o corpo passa a gastar menos energia em repouso. Isso significa que, mesmo mantendo os mesmos hábitos alimentares, há maior probabilidade de ganho de peso.

Perda de massa muscular agrava o cenário

A diminuição natural da massa muscular também contribui para esse processo. Como o músculo é metabolicamente ativo, sua redução impacta diretamente na queima calórica diária, facilitando o acúmulo de gordura.

Impacto de outros hormônios

Além do estrogênio, há alterações em hormônios relacionados à fome e saciedade, como leptina e grelina, o que pode aumentar o apetite. O cortisol, hormônio do estresse, também tende a ficar elevado em situações de sono irregular e tensão, favorecendo o acúmulo de gordura abdominal.

Riscos à saúde aumentam

A gordura visceral é considerada mais perigosa do que a gordura subcutânea. Ela está associada ao aumento do risco de doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2, hipertensão e processos inflamatórios.

Estratégias para controle

Especialistas apontam que mudanças no estilo de vida são fundamentais para reduzir esse tipo de gordura:

  • Alimentação equilibrada, rica em fibras, proteínas e alimentos naturais
  • Prática regular de exercícios físicos, com foco em musculação e atividades aeróbicas
  • Controle do estresse e melhora da qualidade do sono
  • Acompanhamento médico para avaliação hormonal e metabólica

Apesar das mudanças naturais do corpo nessa fase, a adoção de hábitos saudáveis pode reduzir significativamente os impactos da menopausa na composição corporal e na saúde geral.

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