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Empate do Brasil expõe problema antigo: muito nome, pouca intensidade

por | jun 14, 2026 | ESPORTE, NOTÍCIAS, SLIDER | 0 Comentários

A Seleção Brasileira começou a Copa do Mundo de 2026 deixando uma sensação estranha no torcedor: não foi derrota, mas também passou longe de parecer estreia de candidato ao título. O empate contra Marrocos expôs problemas que o Brasil insiste em carregar há anos e que, em Copa do Mundo, costumam cobrar um preço alto.

O placar até pode parecer aceitável diante de uma seleção marroquina organizada, intensa e semifinalista da última Copa. Mas o que incomodou não foi o resultado. Foi a postura.

Em vários momentos, o Brasil parecia jogar no automático. Troca de passes sem profundidade, pouca agressividade ofensiva, recomposição lenta e um time que, mais uma vez, demonstrou dificuldade quando enfrenta uma seleção compacta e disciplinada taticamente.

A pergunta que fica é inevitável: por que o Brasil insiste em transformar talento em burocracia?

Temos jogadores milionários, protagonistas nos maiores clubes do mundo, mas a Seleção segue parecendo um conjunto de peças desconectadas. Em campo, faltou intensidade. Faltou fome. Faltou aquela sensação de que existe urgência em ganhar uma Copa do Mundo.

E talvez o mais preocupante seja justamente isso: a Seleção parece confortável demais.

Marrocos entrou como quem queria fazer história. O Brasil entrou como quem imaginava que a camisa resolveria tudo em algum momento. Não resolveu.

A defesa voltou a oscilar em bolas rápidas. O meio-campo teve dificuldade para acelerar o jogo. O ataque passou longos períodos isolado. E quando o time precisou emocionalmente crescer na partida, a resposta veio abaixo do esperado.

Claro, é cedo. Copa do Mundo não se vence na estreia. Em 2002, o Brasil campeão também teve momentos turbulentos. Em 1994, houve críticas. Até seleções históricas começaram tropeçando antes de engrenar.

Mas existe um detalhe importante: as equipes campeãs costumam demonstrar personalidade logo nos primeiros sinais de pressão. E é exatamente isso que o torcedor quer enxergar agora.

A boa notícia é que qualidade existe. O elenco brasileiro continua sendo um dos mais talentosos do planeta. O problema nunca foi falta de jogador. O problema é transformar talento em time.

O empate deixa alerta, pressão e muitos questionamentos. Mas Copa do Mundo também é construída na superação. Às vezes, a crítica certa no momento certo ajuda a despertar equipes que chegam anestesiadas pelo favoritismo.

O hexa não acabou na estreia. Muito longe disso.

Se existe uma camisa no mundo capaz de crescer quando todos começam a duvidar, ela ainda é a amarelinha.

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