O 7 de Setembro em Mato Grosso do Sul foi marcado por dois momentos distintos neste domingo (7). Pela manhã, cerca de 14 mil pessoas acompanharam o desfile cívico-militar na Avenida Afonso Pena, organizado pelo Governo do Estado e pela Prefeitura da Capital. Pouco depois, foi realizado o 31º Grito dos Excluídos, manifestação popular tradicional que reuniu aproximadamente 500 participantes com pautas sociais e políticas.
O desfile oficial teve início às 8h05 com a revista da tropa feita pelo governador Eduardo Riedel. O cerimonial incluiu o hasteamento das bandeiras, o acendimento da Pira da Pátria e a execução do Hino da Independência. Cerca de 4.000 integrantes de 18 instituições civis e militares desfilaram, com a presença de tanques, cães policiais, carros antigos e apresentação do Batalhão de Choque.
Pela segunda vez consecutiva, não houve participação de aeronaves.
Entre as autoridades estavam o governador Eduardo Riedel e a primeira-dama Mônica Riedel, o senador Nelsinho Trad e o presidente da Assembleia Legislativa, Gerson Claro. A prefeita Adriane Lopes foi representada por Ulisses Rocha, secretário de Relações Institucionais.
Já o Grito dos Excluídos aconteceu após o desfile, partindo da Rua 13 de Maio com a Avenida Dom Aquino. O ato contou com movimentos sociais, sindicatos, partidos de esquerda e lideranças políticas, como o superintendente da SPU-MS, Tiago Botelho. As principais bandeiras foram a defesa da soberania nacional, reforma agrária, justiça tributária e o repúdio à anistia para acusados de tentativa de golpe.
O protesto foi marcado por tensão com a Polícia Militar, que tentou impedir a passagem dos manifestantes. Houve uso de spray de pimenta e a prisão de um homem por porte de drogas e arma branca. Botelho relatou ter sido atingido e afirmou que irá acionar judicialmente a corporação. Após a liberação da via, o grupo seguiu em marcha.
O 7 de Setembro em Campo Grande, portanto, refletiu tanto a tradição cívica das comemorações oficiais quanto a resistência popular dos movimentos que utilizam a data para dar visibilidade às lutas sociais.









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