Na sessão ordinária desta terça-feira (16), o vereador Maicon Nogueira voltou a denunciar as graves irregularidades identificadas pela CPI do Transporte Público de Campo Grande (MS). O relatório final, apresentado no último dia 12, apontou problemas como frota sucateada, movimentações financeiras suspeitas e ausência de documentos essenciais, entre eles a Matriz Origem-Destino de 2023.
Segundo a comissão, o Consórcio Guaicurus descumpriu reiteradamente obrigações contratuais, enquanto falhas de fiscalização do Município agravaram o cenário, gerando prejuízos diretos à população.
Entre as recomendações, estão a renovação imediata da frota, maior transparência nas operações financeiras, aplicação de sanções e até a possibilidade de caducidade da concessão. O relatório será encaminhado ao Ministério Público e ao Tribunal de Contas, para apuração de responsabilidades e eventuais crimes.
Pronunciamento de Maicon Nogueira
Em seu discurso, Nogueira defendeu medidas ainda mais firmes, como o indiciamento de ex-dirigentes do consórcio e de gestores municipais por improbidade administrativa, peculato e prevaricação. Entre os nomes citados estão João Rezende, Paulo Vitor Brito de Oliveira, Janine de Lima Bruno e Odilon de Oliveira Júnior.
O parlamentar também reafirmou apoio à intervenção imediata no contrato de concessão, proposta que não foi incluída no Relatório Final, motivo pelo qual decidiu não assinar o documento.
Além disso, criticou a Portaria da AGETRAN, que utiliza índices fornecidos pela própria concessionária para avaliar a qualidade do serviço, levantando suspeitas de fraudes e manipulação de dados. O vereador também sugeriu a desvinculação da AGEREG da Casa Civil, garantindo maior independência técnica e administrativa.
Compromisso com a população
Para Maicon Nogueira, somente com transparência, independência e fiscalização efetiva será possível assegurar um transporte público digno, eficiente e confiável para os moradores de Campo Grande.









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