A senadora Tereza Cristina (PP) voltou a ganhar destaque nas articulações da direita para a disputa pela Presidência da República nas eleições do próximo ano. O nome da parlamentar, que já figurava entre as possibilidades, ganhou ainda mais força após o anúncio do senador Flávio Bolsonaro (PL) como pré-candidato ao Palácio do Planalto.
Com a definição de Flávio, novos cenários passaram a ser discutidos dentro do grupo que se declara de direita, abrindo espaço para novas composições. Tereza, que demonstrava simpatia pela candidatura do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), ainda não se manifestou publicamente sobre a movimentação recente envolvendo o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Bastidores apontam que Flávio tem interesse em compor uma chapa com uma mulher, de preferência do Nordeste. Mesmo não se enquadrando no critério regional, Tereza desponta como alternativa por ser forte representante do agronegócio e pelo perfil considerado mais moderado dentro do bloco.
Em entrevista recente ao jornalista Léo Dias, Flávio Bolsonaro não citou nomes, mas afirmou que gostaria de ter uma mulher como vice, destacando que isso traria “tom de humanidade e delicadeza” à chapa.
Polêmica com Eduardo Bolsonaro
O nome de Tereza Cristina já havia sido alvo de polêmica em outubro do ano passado. Na ocasião, ela foi criticada por Eduardo Bolsonaro (PL), irmão de Flávio, após uma entrevista ao jornal O Globo, quando avaliou os nomes considerados viáveis pela direita para as eleições.
Questionada sobre as críticas internas e a intenção de Eduardo de disputar a Presidência, Tereza defendeu que a direita precisa se unir em torno de um único nome competitivo.
“Espero que a direita tenha maturidade para saber que nós temos um adversário, que é o governo que está aí. Não somos adversários entre nós. O melhor dos mundos é sentar e discutir quem é viável, porque não adianta lançar alguém que não tenha condições reais”, afirmou na época.
Entre os nomes citados por ela como viáveis estavam Tarcísio de Freitas, o governador do Paraná, Ratinho Junior, e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.
Eduardo Bolsonaro reagiu nas redes sociais e criticou a postura da senadora, afirmando que ela desconsiderou seu nome mesmo com pesquisas o apontando como competitivo. Ele insinuou que as avaliações de Tereza estariam baseadas em interesses pessoais e voltou a criticar governadores que, segundo ele, teriam ascendido politicamente com apoio da família Bolsonaro.
Novo contexto e fortalecimento
Com a pré-candidatura de Flávio confirmada, o cenário dentro da direita voltou a se movimentar. Lideranças do bloco avaliam possibilidades de composição e a presença de Tereza Cristina aparece como um dos pontos mais debatidos, especialmente pelo trânsito político e pela ligação com o agronegócio — setor estratégico eleitoralmente.
Mesmo ainda sem manifestação oficial, a senadora volta ao centro das discussões e reforça sua posição como um dos nomes mais relevantes do campo conservador para a disputa presidencial.









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