A possível mudança de partido do deputado federal Marcos Pollon começa a redesenhar o tabuleiro político de Mato Grosso do Sul e acende o alerta dentro do Partido Liberal (PL). Insatisfeito com a decisão da legenda de apoiar a reeleição do governador Eduardo Riedel, Pollon passou a analisar alternativas partidárias para viabilizar um projeto próprio ao Governo do Estado.
Nos bastidores, a insatisfação é clara: enquanto o PL optou por alinhar-se ao atual chefe do Executivo estadual, Pollon defende candidatura própria, estratégia que, para sair do papel, exige sua desfiliação. A divergência expõe não apenas um conflito interno, mas também visões distintas sobre o futuro político do campo conservador em Mato Grosso do Sul.
Diálogo avançado com o Partido Novo
Nesse cenário, o Partido Novo surge como destino natural. Pollon já manteve conversas com a cúpula da sigla e, está “um passo à frente” na corrida eleitoral justamente por ter sinal verde para disputar o governo.
O presidente estadual do Novo, Guto Scarpanti, confirmou que há alinhamento entre os diretórios estadual e nacional para uma eventual candidatura de Pollon. A declaração reforça que o movimento não é isolado nem improvisado, mas fruto de articulação política consistente.
Histórico de pré-candidatura e timing político
Não é a primeira vez que Pollon se coloca no centro da disputa pelo Executivo estadual. Um dia após Reinaldo Azambuja assumir o comando do PL em Mato Grosso do Sul, o deputado já havia anunciado publicamente sua intenção de concorrer ao governo, gesto interpretado à época como sinal de independência e ambição política.
Agora, com o avanço das definições partidárias e o apoio explícito do PL à reeleição de Riedel, o cenário se torna mais objetivo: ou Pollon recua de seu projeto majoritário ou muda de legenda para manter viva a pré-candidatura.









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