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Alimentação, estresse e tecido da roupa: os vilões silenciosos do Cecê

por | fev 18, 2026 | NOTÍCIAS | 0 Comentários

Cecê tem explicação científica e pode exigir avaliação médica em alguns casos

Você já percebeu um odor mais forte nas axilas mesmo após o banho? A situação é mais comum do que parece e tem nome científico: bromidrose axilar. O odor não é causado diretamente pelo suor, mas pela interação entre o suor e as bactérias presentes na pele.

De acordo com o dermatologista Alessandro Alarcão, a bromidrose ocorre com mais frequência nas axilas porque a região é quente, úmida e pouco ventilada, além de possuir grande quantidade de folículos pilosos.

“As axilas possuem glândulas específicas chamadas apócrinas, que produzem um suor mais rico em proteínas e lipídios, que serve de alimento para as bactérias”, explica o especialista, que será presidente do Congresso Brasileiro de Cirurgia Dermatológica 2026.

Segundo o médico, a intensidade do odor varia de pessoa para pessoa. Fatores como microbiota individual, quantidade de pelos, produção de suor e composição química do organismo influenciam diretamente. Tecidos sintéticos também contribuem, pois retêm calor e suor, favorecendo a proliferação bacteriana e a fixação do cheiro.

A alimentação é outro ponto de atenção. Dietas ricas em alho, cebola, curry, álcool e proteína podem intensificar o odor corporal em algumas pessoas. Estresse, excesso de peso, dobras corporais, condições médicas e reações a medicamentos também estão entre os fatores associados.

Para o dermatologista Rafael Parisi, quando o odor persiste mesmo com higiene adequada e passa a causar constrangimento social, é necessário procurar avaliação especializada.

“Odor muito intenso pode ser sinal de infecções específicas da axila, e nesses casos desodorante nenhum resolve sozinho. São particularmente importantes os casos de bromidrose que não estão associados à hiperidrose, pois exigem investigação além do uso de antitranspirantes”, afirma o médico do Hospital Brasília.

Especialistas reforçam que, na maioria dos casos, a condição é fisiológica e pode ser controlada com medidas simples de higiene e escolhas adequadas de produtos e roupas. Entretanto, quadros persistentes devem ser avaliados por profissionais de saúde.

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