O ex-deputado federal e pré-candidato ao Governo de Mato Grosso do Sul, Fábio Trad (PT), afirmou que a disputa eleitoral de 2026 poderá ser uma das mais acirradas dos últimos anos, a depender dos adversários que enfrentará. Durante entrevista recente, o petista deixou claro que adotará uma postura firme diante de ataques pessoais.
Segundo Trad, a estratégia será direta: “bateu, levou”. No entanto, ele pondera que esse não é o caminho desejado pela população sul-mato-grossense. “Se formos atacados no plano pessoal, nós vamos retrucar no plano pessoal também, mas eu penso que o povo de Mato Grosso do Sul não quer isso”, afirmou.
Alinhado ao presidente da República, Trad disse que seguirá as diretrizes políticas que forem definidas nacionalmente pelo Palácio do Planalto, reforçando sua ligação com o campo progressista e o projeto liderado pelo PT.
Críticas à atual gestão
O pré-candidato destacou que áreas essenciais como Saúde, Educação e Segurança Pública enfrentam sérios problemas no Estado. Para ele, o cenário justifica a construção de uma ampla frente política envolvendo partidos de esquerda, centro e centro-esquerda, com o objetivo de enfrentar o atual grupo no poder.
“O enfrentamento é no debate público com o atual governador, Eduardo Riedel, que representa um grupo que está no poder desde 2015”, afirmou. Trad também fez críticas às gestões federais de Michel Temer e Jair Bolsonaro, que, segundo ele, influenciaram negativamente a condução de políticas públicas no Estado.
Saúde, Educação e Segurança
Na área da Saúde, Trad apontou problemas crônicos: filas extensas, demora para consultas, cirurgias eletivas e atendimentos especializados. Já na Educação, criticou os índices do IDEB abaixo da média nacional e a precarização do trabalho docente.
“Temos apenas cerca de 30% de professores concursados. Os outros 70% são contratados, precarizados e sob constante ameaça de rescisão”, disse.
Na Segurança Pública, o pré-candidato destacou o alto índice de violência contra mulheres em Mato Grosso do Sul. “MS se destaca por matar mulheres. Precisamos de um modelo completamente diferente do atual”, afirmou, direcionando críticas às gestões estadual e municipal.
A entrevista foi concedida ao programa Cara a Cara com Squinelo, que disponibilizou trechos e a íntegra do conteúdo em vídeo.









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