O nome do cantor Amado Batista voltou ao centro do debate público após ser relacionado à chamada “lista suja” do trabalho análogo à escravidão. Paralelamente à repercussão, chama atenção o tamanho de seu império no agronegócio — considerado um dos maiores entre artistas brasileiros.
Aos 75 anos, Amado construiu um patrimônio estimado em cerca de R$ 1 bilhão, com forte atuação no setor rural. Dono de extensas propriedades, ele cultiva soja, milho, café e mantém criação intensiva de gado de corte, atividade que responde pela maior parte de sua receita mensal, superando os ganhos com a música.
As propriedades fazem parte do grupo Fazendas AB, que reúne áreas como Sol Vermelho e Buritizal, em Mato Grosso, e o Sítio Esperança, em Goiás, somando aproximadamente 35 mil hectares. Em 2024, o Sítio Recanto da Mata, também em Goianópolis (GO), passou a integrar o conjunto — ambos os sítios citados na lista.
A defesa do artista afirma que eventuais irregularidades já foram resolvidas e esclarece que os sítios em questão são arrendados, não pertencendo diretamente ao cantor, embora ele detenha o direito exclusivo de exploração econômica.
Somente nas fazendas de Cocalinhos (MT), o artista mantém cerca de 25 mil cabeças de gado, com faturamento anual estimado em R$ 120 milhões. O tamanho das propriedades supera em múltiplos o patrimônio rural de outros nomes do sertanejo, como Leonardo, que também esteve em situação semelhante no passado.
Além da produção agropecuária, as fazendas contam com estrutura de alto padrão, incluindo sedes luxuosas, maquinário moderno e até pistas de pouso privadas.
Em meio a especulações anteriores sobre a venda das terras por valores que chegariam a R$ 350 milhões, a família sempre negou a negociação total. Parte minoritária da área foi adquirida pelo Grupo Ouro Verde, em uma operação estimada em cerca de R$ 13 milhões.
Fora do campo, Amado Batista também mantém empresas no setor artístico, duas emissoras de rádio no Centro-Oeste e imóveis em diferentes estados, incluindo uma mansão avaliada em cerca de R$ 10 milhões na região de São Paulo.









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