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Caos, improviso e frustração: show do Guns vira teste de resistência em Campo Grande

por | abr 10, 2026 | NOTÍCIAS, SLIDER | 0 Comentários

O que era para ser uma noite histórica terminou como um retrato clássico de despreparo. O show do Guns N’ Roses em Campo Grande escancarou uma falha básica — e imperdoável — de planejamento: levar milhares de pessoas a um local sem oferecer estrutura mínima de acesso e saída.

O resultado foi previsível. E mesmo assim, aconteceu.

Horas antes da abertura dos portões, o trânsito já dava sinais de colapso. Filas quilométricas se formaram na BR-262, única via de acesso relevante ao autódromo. Sem rotas alternativas, sem controle eficiente e sem comunicação clara, o público ficou literalmente preso.

Teve gente que levou até cinco horas só para chegar.

E teve quem nem chegou.

“Saí de casa achando que estava cedo. Fiquei parada no trânsito e ouvi o show praticamente de dentro do carro. Entrei quando já estava acabando”, relatou uma fã, revoltada.

Dentro do evento, a sensação era de alívio para quem conseguiu entrar. Do lado de fora, era indignação.

Mas o pior ainda estava por vir.

Após o fim do show, por volta de 00h45, o cenário virou um verdadeiro colapso operacional. Sem organização na saída e com um estacionamento limitado a poucas rotas de escoamento, milhares de pessoas ficaram presas por horas.

Relatos apontam até 5 horas de espera apenas para conseguir sair do local.

“Foi desesperador. Ninguém sabia para onde ir, não tinha orientação, parecia que tinham simplesmente largado a gente lá”, disse outro participante.

A situação se estendeu até o amanhecer. A BR-262 seguiu congestionada por horas, transformando o retorno para casa em uma segunda maratona — desta vez, sem trilha sonora.

Especialistas e o próprio público apontam o óbvio: o evento foi maior do que a capacidade logística da cidade naquele ponto específico. A escolha do local, somada à ausência de um plano robusto de mobilidade, criou um efeito dominó que afetou milhares de pessoas.

O mais irônico? O espetáculo no palco foi elogiado.

Mas fora dele, o que ficou foi a sensação de desrespeito.

Campo Grande recebeu um evento internacional — mas entregou uma operação amadora.


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