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Carla Zambelli é presa na Itália e deve ser extraditada para o Brasil

por | jul 29, 2025 | NOTÍCIAS, POLÍTICA, SLIDER | 0 Comentários

ROMA (29.jul.2025) — A deputada federal licenciada Carla Zambelli (PL-SP) foi presa nesta terça-feira (29) em Roma, na Itália, após ordem internacional de captura emitida pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A prisão ocorreu em cooperação entre a Polícia Federal brasileira e as autoridades italianas, com apoio da Interpol.

Zambelli, que estava foragida desde maio deste ano, foi condenada a 10 anos de prisão por envolvimento na invasão do sistema eletrônico do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em articulação com o hacker Walter Delgatti Neto. A condenação também inclui multa de aproximadamente R$ 2 milhões por danos coletivos.

A prisão aconteceu após o deputado italiano Angelo Bonelli revelar o paradeiro da parlamentar às autoridades italianas. Segundo fontes do Ministério da Justiça, Zambelli será agora submetida a um processo de extradição, embora possua cidadania italiana — fator que, no entanto, não impede sua deportação.

Relembre o caso

Zambelli foi apontada pelo STF como mentora intelectual do ataque cibernético ao CNJ, ocorrido em 2023. A ofensiva, segundo as investigações, teve motivação política e buscava minar a credibilidade do sistema judiciário. Walter Delgatti, já preso no Brasil, afirmou em depoimento que agiu sob orientação da deputada.

Após sua condenação em maio de 2025, Zambelli deixou o Brasil e passou pelos Estados Unidos antes de se estabelecer na Itália, de onde gravou vídeos alegando estar “intocável” graças ao passaporte europeu. Em junho, o Brasil solicitou sua extradição e a incluiu na lista vermelha da Interpol.

O que acontece agora?

Zambelli permanece sob custódia das autoridades italianas enquanto o governo brasileiro aguarda o andamento dos trâmites legais para sua extradição. A expectativa é que o processo seja concluído nos próximos meses, podendo resultar em sua repatriação para o início do cumprimento da pena.

Fontes próximas ao Ministério da Justiça afirmam que a cidadania italiana não garante imunidade automática, e a colaboração entre os países está sendo tratada com prioridade diplomática.

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