Homem que bate em mulher vai usar tornozeleira eletrônica em MS
Homens investigados ou processados por violência doméstica poderão ser obrigados a usar tornozeleira eletrônica como forma de reforçar o cumprimento de medidas protetivas de urgência concedidas pela Justiça. A medida tem como foco ampliar a segurança de mulheres vítimas de agressão e impedir a reincidência dos crimes.
A decisão está amparada por mudanças recentes na legislação federal, que autorizaram o monitoramento eletrônico de agressores nos casos de violência doméstica e familiar. A tornozeleira permite que o Poder Judiciário e as forças de segurança acompanhem, em tempo real, a localização do agressor, garantindo o respeito à distância mínima determinada em relação à vítima.
Em Campo Grande, a aplicação da medida já começou a sair do papel. A Polícia Civil e o Judiciário atuam de forma integrada para identificar casos considerados de maior risco, nos quais o monitoramento eletrônico se torna uma ferramenta essencial de prevenção.
Além da tornozeleira, a vítima pode contar com sistemas de alerta que notificam automaticamente a polícia caso o agressor descumpra a ordem judicial. O objetivo é evitar novos episódios de violência, que muitas vezes evoluem para agressões mais graves ou até feminicídio.
Especialistas em segurança pública destacam que a tornozeleira não substitui outras punições previstas em lei, mas funciona como instrumento complementar de controle, especialmente em situações em que o agressor responde ao processo em liberdade.
Dados apontam que o descumprimento de medidas protetivas ainda é uma das principais causas de reincidência da violência doméstica. Com o monitoramento eletrônico, o Estado busca reduzir esse risco e ampliar a proteção às mulheres em Mato Grosso do Sul, onde os índices de violência doméstica seguem em alerta.









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